A "uberização" do trabalho na era tecnológica: precarização ou liberdade?

Enviada em 25/11/2020

Uberização do trabalho se consiste na exploração da mão de obra, por parte de grandes e pequenas empresas que se concentram nos aplicativos e plataformas digitais. Nesse contexto, esse conceito tem como principal característica a ausência de qualquer responsabilidade com os clientes e até mesmo com os seus empregados, uma vez que não existem direitos trabalhistas específicos para eles, além da grande restrição de gênero que existem nesses aplicativos. Logo, medidas devem ser tomadas para garantir a segurança de todos que trabalham nessas plataformas.

A priori, no Brasil, durante o governo do presidente Getúlio Vargas entre os anos de 1937 e 1945, surgiu toda legislação trabalhista existente no Brasil. Entretanto, mesmo com os direitos trabalhistas sendo essenciais para os empregados, a maioria dos aplicativos que oferecem a plataforma como meio de trabalho não dão os devidos direitos aos seus trabalhadores, uma vez que eles não controlam se oempregado tem suas férias anuais, não assinam a carteira de trabalho, não dão o décimo terceiro salário, dentre outros direitos que são de todo trabalhador. A exemplo disso, pode-se citar o caso do motorista de Uber, Elvis Cardoso, que após meses trabalhando para o aplicativo, foi desligado sem nenhum respaldo e sem nenhum direito. Portanto, é de extrema importância que todos tenham seus direitos como trabalhador independente do lugar onde trabalham.

A posteriori, segundo o site “exame.com”, apenas 6% dos motoristas da plataforma Uber são mulheres, tendo uma grande restrição de gênero nesses aplicativos. Nesse sentido, essa afirmação pode se justificar pela falta de segurança que é fornecido para as mulheres, dado que diariamente elas são vítimas de assédios verbais, colocando-as em uma situação totalmente desconfortável e perigosa. Além disso, segundo o site “meio e mensagem”, no ano de 2019, a Uber constatou mais de 3 mil alegações de assédio sexual envolvendo motoristas ou passageiros somente nos Estados Unidos. Dessa forma, essa grande restrição de gênero se deve a falta de  segurança para as mulheres e isso deve ser alterado.

Portanto, urge que o governo de cada país que tem essas plataformas de trabalho, cobrem os responsáveis e donos das plataformas que eles devem dar os direitos trabalhistas aos seus funcionários como o décimo terceiro salário, dentre outros direitos. Além disso, os mesmos devem exigir que eles aumentem a segurança das mulheres que escolherem trabalhar para eles, por meio de  um aplicativo que elas possam usar para acionar a polícia imediatamente e relatar o que estar acontecendo antes que algo pior aconteça. Tudo isso a fim de dar os devidos direitos aos trabalhadores e proteger as mulheres de todo tipo de assédio no trabalho.