A "uberização" do trabalho na era tecnológica: precarização ou liberdade?
Enviada em 25/11/2020
Segundo o diretor do Fórum Econômico Mundial, Klaus Schwab: “a indústria 4.0 transformará fundamentalmente a maneira como trabalhamos e nos relacionamos.” Sendo assim, é possível ver essas transformações na contemporaneidade através da chamada “uberização”, na qual lojas virtuais, entregas online, “home offices” e serviços por aplicativo vem crescendo grandemente. Entretanto, acredita-se que os fatores supracitados tem por resultado a precarização, mas existem indícios que provam o contrário, uma vez que a “uberização” traz vantagens à sociedade como a praticidade de serviços, a facilidade do comércio, além de gerar novos empregos e fazer, consequentemente, “girar” a economia.
De acordo com o sociólogo polonês Zygmunt Bauman “A sociedade é liquida, nada vai durar”, sendo exemplo dessa liquidez a modernização de serviços que, apesar das críticas, é responsável por oferecer diversos empregos, principalmente em momentos de crise cujo desemprego cresce exorbitantemente, prova disso são os motoristas de aplicativos, pois segundo dados do IBGE, a profissão obteve crescimento de 138% nos últimos oito anos.
Assim como a Terceira Revolução Industrial, iniciada no séc. XX, trouxe inovações profícuas como avanços tecnológicos e maior controle da produção, a atual “uberização”, caracterizada por seus serviços online como “Delivery”, por exemplo, também oferecem novidades benéficas como maior facilidade de compra e maior praticidade, essencialmente em momentos de isolamento social, como ocorreu recentemente devido a pandemia do novo coronavírus.
Com objetivo de permanecer com o comércio online e ao mesmo tempo garantir os direitos merecidos, o Ministério da economia deve criar uma lei que inclua os serviços online nos Direitos dos trabalhadores, para que os “trabalhadores modernos” possam permanecer realizando seus serviços tão positivos à sociedade, tendo ainda seus direitos garantidos por lei. Para que seja alcançado um futuro moderno e inclusivo.