A "uberização" do trabalho na era tecnológica: precarização ou liberdade?

Enviada em 25/11/2020

A crise da dívida externa em 1982 que acarretou em reflexos negativos no mercado de trabalho gerou a primeira crise de desempregos no país na tentativa de contornar o problema econômico. Com o avanço da tecnologia tudo se tornou mais rápido do acesso à informação até o modo de trabalhar que vem sofrendo mudanças como uma “uberização”. Esse processo por mais prático que pareça vem aumentando a precarização da economia formal visto que, por um lado causa a redução do trabalhador ao trabalho terceirizado ou temporário e por outro lado o trabalhador deixa de estar protegido pelas leis trabalhistas.

Desde a Revolução Industrial o mundo vive em torno da terceirização do trabalho mas com uma crise crescente de desemprego no Brasil, muitas pessoas passam a escolher pelos serviços de entrega de alimentos por aplicativos. Essa nova tornada prática mais eficiente a acessibilidade porém estas pessoas não são contratadas por aplicativos, nem pelos usuários que pedem o alimento, trazendo problemas para a economia devido a falta de tributação trabalhista.

Além disso, estes trabalhadores não possuem qualquer proteção das leis do trabalho, não há férias, sem folgas nos fins de semanas e como não há carteira de trabalho assinada no final este trabalhador não pode se aposentar. Dessa forma todos os direitos trabalhistas são ignorados e as pessoas que vivem desse serviço são prejudicadas e sem forma de manutenção seja ela financeira ou até mesmo de saúde.

Portanto para que a precarização do trabalho deixe de causar impactos na vida do trabalhador, cabe ao Poder Legislativo realizar um projeto de lei de regulamentação dos serviços prestados via plataformas digitais, por meio de regras a serem seguidas pelas empresas e com aplicação de multas em casos de violação dessas. Desse modo, aderindo parte dos direitos trabalhistas a fim de garantir um suporte ao trabalhador.