A "uberização" do trabalho na era tecnológica: precarização ou liberdade?
Enviada em 25/11/2020
No Brasil, esse processo consiste no trabalho autônomo o qual está desprovido de direitos trabalhistas, além disso vê-se a desigualdade de gênero dentro dessa modalidade de trabalho. Embora esse tipo de serviço age como uma alternância ao desemprego, nota-se um problema de precarização do trabalho que esses indivíduos estão sujeitos. É importante destacar como o desemprego em geral, influencia no ingresso em trabalhos por aplicativos. Um dos principais argumentos da reforma trabalhista foi a docilidade dos regimes trabalhistas a fim de aumentar as vagas de emprego e enaltecer a economia. Entretanto, a economia continua estabilizada e em conclusão disso ouve um aumento de trabalhos via plataformas digitas. Segundo o IBGE, 4 milhões de pessoas trabalham em aplicativos de serviços no Brasil sem vínculos trabalhistas. Dessa forma, com a ausência de direitos e de regulamentação o indivíduo vê-se sem suporte pela empresa contratante, mas por outro lado, é punido ao ter uma má avaliação feita pelo cliente. Vale ressaltar a desigualdade com as mulheres nesse tipo de trabalho. Além de diversos assédio dos qual as mulheres passam, percebe-se as diferenças salarias e a desvalorização do seu serviço. Em vista disso, um estudo publicado pela universidade de Stanford, nos EUA, mostrou que as mulheres recebem um total de 7% de ganhos por hora a menos do que os homens. Assim, tem que trabalhar o dobro para adquirir a renda, fora alguns constrangimentos. Fica claro, portanto, que a “uberização” vivida pelos brasileiros não evidencia uma solução prática, visto que essa modalidade se encontra em expansão. No entanto, para que a precarização do trabalho deixe de causar impactos na vida do trabalhador, cabe ao Poder Legislativo realizar um projeto de lei de regulamentação dos serviços prestados via plataformas digitas, por meio de regras a serem seguidas pelas empresas e com aplicação de multas em casos de violação dessas. Desse modo, aderindo parte dos direitos trabalhistas a fim de garantir um suporte ao trabalhador e por fim equiparar os lucros obtidos e as oportunidades de serviços entre homens e mulheres.