A "uberização" do trabalho na era tecnológica: precarização ou liberdade?
Enviada em 25/11/2020
Fim dos Direitos
O filósofo Friedrich Engels afirmava que anteriormente à Revolução Industrial Inglesa, os trabalhadores possuíam uma organização própria de seu tempo para realizarem suas tarefas diárias, porém a industrialização ocasionou uma rotina rígida e sem direitos trabalhistas, assim como está acontecendo com o aumento da “uberização” do trabalho.
Apesar do processo recente de “uberização” auxiliar no encurtamento das distâncias entre as pessoas, como a relação produtor e consumidor, os trabalhadores que realizam as atividades de entrega não possuem benefícios e garantias, pois normalmente não trabalham de acordo com a Consolidação das Leis Trabalhistas (CLT).
Tendo em vista que os direitos básicos não são garantidos, logo ocorrerá o aumento no número de abusos por parte dos empregadores, assim como o Tribunal Superior do Trabalho (TST) mostra que em 2017 os números de processos trabalhistas atingiu 2 milhões, e que no mesmo período ocorreu um aumento na “uberização” do trabalho em aproximadamente 32%.
A “uberização” simboliza um processo de regressão dos direitos trabalhistas conquistados no século passado, por isso a Secretária do Trabalho e o Tribunal Superior do Trabalho (TST), órgãos governamentais responsáveis pela fiscalização das normas e direitos dos trabalhadores, poderiam propor a criação de uma Proposta de Emenda à Constituição (PEC), com o auxílio de membros do poder legislativo, para que seja possível regulamentar a “uberização” do trabalho ao exigir a carteira assinada, além demaiores benefícios e direitos.