A "uberização" do trabalho na era tecnológica: precarização ou liberdade?
Enviada em 25/11/2020
O filme Você Não Estava Aqui retrata a história de um pai, entregador de comida por aplicativo, que tenta trazer maior suporte financeiro para sua família, mas após 14 horas de trabalho diárias, além do aumento de dívidas diárias, começa a se perguntar sobre a qualidade de seu emprego. Em paralelo com a realidade, nota-se a falta de auxílios trabalhistas no processo de “uberização” do trabalho, tal como a remota liberdade com que esses remunerados devem arcar. Desse modo, evidencia-se as condições dispostas a pessoas que exercem funções de “delivery”, e também a baixa remuneração imposta a eles.
Diante desse contexto, é notório que a precariedade da condição para se trabalhar se alarma com os novos meios de produção tecnológicos. Por um lado, o Governo Vargas criou a CLT, ou seja, Leis Trabalhistas que asseguravam as condições para com empregados, mas fato é que esses aspectos não são respeitados nos dias atuais, o que causa situações controversas para os assalariados. Por outro lado, a recente greve de motoqueiros de aplicativos online de alimentos noticia a forma com que estes são tratados, com grande número de horas diárias de trabalho, e perigos de diferentes escalões, como assaltos e risco de acidentes. Logo, percebe-se a necessária mudança no sistema trabalhista do país.
Outrossim, o pequeno salário disponibilizado a esse tipo de trabalhador também acentua as problemáticas relacionadas. Nesse sentido, a co-relação com a Primeira Revolução Industrial pode ser reparada, já que, como no modelo Fordista, há um alto rendimento dos empregados, enquanto a remuneração é baixa e não se permite viver com todas as condições essencais para uma vida saudável. Sob esse viés, de acordo com o escritor Buckminster Fuller, a humanidade adquire toda a tecnologia certa por toda as razões erradas, fator que alarma sobre a escassez do sistema, já que, mesmo com todos os recursos tecnológicos, a centralização do poder ainda ocorre, e os mais necessitados passam por dificuldades. Com isso, é perceptível as mazelas com que o trabalho proproocionado a sociedade se encontra.
Portanto, nota-se que a ação de órgão públicos se torna imprescindível para resolução do problema. Para tanto, cabe ao Ministério da Economia, em parceria com a Secretaria de Trabalho, adicionar fiscais em empresas que trabalham com aspectos de entregas, por meio da implantação de normas que possam reger a egualdade para todos os assalariados, com o intuito de proporcionar boas condições trabalhista e, sobretudo, salário merecido. Assim, espera-se uma melhor situações para todos os empregados, além de potencialização do uso de recursos tecnológicos.