A "uberização" do trabalho na era tecnológica: precarização ou liberdade?

Enviada em 26/11/2020

A “uberização” do trabalho é um assunto que desde seu surgimento tem sido um enorme divisor de águas, e devido aos grandes avanços tecnológicos provenientes da Revolução Técnico-Científico-Informacional, acaba se encontrando cada vez mais em nossas vidas. Por conta da grande influência que este processo impôs no mercado econômico mundial, é impossível negar sua importância e o impacto positivo que o mesmo trará para a população mundial.

Devido a incompetência estatal em garantir direitos de qualidade ao trabalhador, assim como o desemprego causado pelos altos salários mínimos que impossibilitam o contratante de bancar seus funcionários, e junto com a falta de flexibilidade nos postos de trabalho, acaba surgindo a necessidade de uma descentralização e desburocratização do processo de trabalho.

Dessa forma, a “uberização” citada anteriormente surgiu como uma forma de garantir ao cidadão uma renda para si, e ao mesmo tempo evitar as burocracias estatais, sendo as principais os salários mínimos e a previdência. Em razão disso, o trabalhador terá mais liberdade e flexibilidade com o que deseja trabalhar, pois não será obrigado a seguir as normas estatais e poderá explorar as diferentes opções de salário, também como sua jornada de trabalho.

Portanto, é necessário que os Estados de todos os países do mundo, através de todos os dados e conhecimentos acerca do mercado econômico mundial, repensem e reformulem novas leis que beneficiem os cidadãos assim como os contratantes, para que dessa forma possamos combater o desemprego e estimular o crescimento econômico, além de também flexibilizar o processo de contratação. Nesse caso, essas novas e reformuladas leis, deverão por exemplo, oferecer ao trabalhador se o mesmo prefere fazer o uso de um plano de previdência privado ou público, o quão longa será sua jornada de trabalho, e também se deseja salário por hora ou mensal.