A "uberização" do trabalho na era tecnológica: precarização ou liberdade?
Enviada em 25/11/2020
Desde que o homem deixou de ser nômade e adotou o sedentarismo como estilo de vida, ele busca por opções mais práticas e que demandem menos esforço de sua parte; isso fez com que, atualmente, surgisse a “uberização”, que causa uma liberdade a qual é destinada aos mais abastados, os contratantes dos serviços. No entanto, as pessoas que trabalham para possibilitar essa facilidade na vida dos indivíduos que podem pagar, possuem remunerações precárias. Por isso, torna-se fundamental melhorar as condições oferecidas aos prestadores de serviços.
Primeiramente, vale ressaltar que, hoje em dia, para as pessoas que possuem condições de arcar com o valor da “uberização”, há uma liberdade. Posto que, por meio de um celular, computador ou tablet, elas conseguem contratar serviços de delivery, os quais pegam o produto na loja e o entregam no endereço demarcado de maneira simples e rápida. É necessário pouco tempo no telefone e alguns minutos de espera. Prova disso é o Uber Eats, aplicativo em que há um cardápio no qual o cliente escolhe a refeição de sua preferência e coloca o endereço, depois disso um motoboy vai até o restaurante, busca a comida, a leva até o cliente que contratou o seu serviço e recebe uma pequena quantia por isso.
Todavia, mesmo que realizem diversas ações e exerçam suas funções vinte e quatro horas por dia, sete dias por semana, incluindo feriados, na “uberização” os prestadores de serviços, motoboys, possuem salários miseráveis. Diante disso, para mostrar para a população a situação crítica na qual eles estão inseridos, em julho de 2020, começaram a reivindicar seus direitos ao organizarem manifestações por todo o Brasil, para que mais pessoas soubessem que eles recebem valores baixos como remuneração e que as instituições governamentais melhorassem tal situação.
Portanto, é preciso atender as reivindicações dos prestadores de serviço da “uberização”, para que eles possuam salários melhores. Para isso, é necessário que a Secretaria do Trabalho- responsável por manutenção do equilíbrio entre sindicatos, trabalhadores e empregadores - ouça as reclamações dos trabalhadores de delivery, por meio de congressos e reuniões semanais, a fim de e regulamentar o piso salarial e os garantir um salário digno . Pois, assim, os prestadores de serviço conseguirão atender e manter a liberdade daqueles que pagam pelos serviços, sem ter que trabalhar recebendo quantias pouco significativas.