A "uberização" do trabalho na era tecnológica: precarização ou liberdade?

Enviada em 25/11/2020

De acordo com Karl Marx, as relações de trabalho influenciam diretamente a cultura de uma sociedade. Nesse aspecto, a uberização modifica as relações sociais entre as pessoas, o que torna essas interações mais mecanizadas. Logo, a precarização do trabalho informal é gerada não só pelas relações trabalhistas que “mecanizam” o homem, mas também pela falta de leis para essa parcela da população.

A princípio, as relações de trabalho na sociedade estão em constante mudança. Na atualidade, a tecnologia é fulcral para o trabalho, ainda mais quando se trata de trabalhadores de aplicativos de celular, que dependem totalmente da tecnologia para seu sustento. Paradoxalmente, as próprias inovações tecnológicas que geram a precarização desse tipo de trabalhador pelo fato das diferenças entre o homem e máquina não serem realçados, o que faz com que não exista uma luta maior para obtenção de direitos para esses indivíduos.

Ademais, leis trabalhistas não são novidade no mundo. Entretanto, quando se trata da uberização, não existem leis que englobem esse tipo de trabalho, o que faz com que os indivíduos não tenha direitos e garantias como o Décimo Terceiro ou Auxílio Doença. De acordo com a Constituição de 1988, é dever do Estado garantir saúde, segurança e uma vida digna aos cidadãos, por conseguinte, é o próprio quem deve intervir para modificar o atual cenário causado pela uberização.

Portanto, deve-se alterar a visão da sociedade em relação ao trabalhador de aplicativos, além disso é essencial criar leis para essa tipo de trabalhador. Em suma, a mídia deve realizar matérias mostrando as rotinas de trabalho dessas pessoas, com o fito de conscientizar a população das dificuldades sofridas por eles e gerar uma separação entre homem e máquina. Somando-se a isso, o Estado deve criar leis para garantir direitos básicos para esses trabalhadores, com o objetivo de cumprir o que é assegurado à eles pela constituição. Certamente, essas atitudes melhorariam as relações trabalhistas e a sociedade.