A "uberização" do trabalho na era tecnológica: precarização ou liberdade?
Enviada em 26/11/2020
No documentário Gig: ‘‘A uberização do trabalho’’ que seria lançada este ano, através de plataformas digitais em todo o mundo. Esse processo consiste no trabalho autônomo o qual está desprovido de direitos trabalhista, embora esse tipo de emprego seja visto como alternância ai desemprego, nota-se um problema de precarização do trabalho que esses indivíduos estão sujeitos.
Em primeira análise, a expectativa da revolução tecnológica traria mais tempo e liberdade. Haja vista que é explicito a forma de autonomia de organizar tudo no seu tempo, reflete uma sensação de liberdade. Portanto vide à lógica dos trabalhadores de uber torna-se uma realidade precarizada, pois a ilusória ideia de ser autônomo e não ter patrão, remete a um vínculo empregatício informal e raramente possuem algum direito ou garantia uma vez que há pouco ou nenhuma legislação específica ou responsabilidade com as pessoas cadastradas. De acordo com à cientista social Ludmila Costhek relata em uma entrevista que ’’ O que é fundamental para compreensão da uberização, é tirar um olho da inovação tecnológica para olhar o que há de mais precário e social no mundo do trabalho’’.
Mormente, a uberização deu espaço para os desempregados, formando nanoempreendedores, que trabalham de forma independente na maioria em plataformas digitais de deliverys, adiministrando sua vida para sobreviver. Porém a exploração no trabalho é nítida, pois transforma o trabalhador em trabalhador just-in-time, disponível a demanda do capital, arcando com os próprios riscos e custo, e não conta com direitos que esta associado à exploração do trabalhador, tornando cada vez mais precário as condições dos trabalhadores.
Urge, ao MTE órgão de administração pública federal responsável pelas questões relacionadas às relações trabalhistas juntamente com empresas digitais de deliverys, regulamentar a carga horaria com revezamento entre os funcionários de determinado aplicativo, como também garantir a segurança dando suporte necessário para qualquer eventual imprevisto/acidente e danos ao veículo de transporte que esta sendo utilizado no turno do serviço, para que assim seja um trabalho democrático e sem meios abusivos, que assegure o trabalhador de seus direitos e proteção.