A "uberização" do trabalho na era tecnológica: precarização ou liberdade?
Enviada em 27/11/2020
A Revolução Tecno-Científica-Informacional, proporcionou a “uberização” do trabalho, essa tecnologia refere-se a um novo método de fazer negócios, apoiado nas tecnologias móveis, que conectam o consumidor, de maneira mais direta possível, ao fornecedor de serviços. No entanto, ocorreu uma precarização dos serviços gerados por essa indústria, já que não há garantias trabalhistas e direitos básicos para o trabalhador. Com efeito, visando o enfrentamento do problema, faz-se necessário um debate entre órgãos trabalhistas acerca dos desafios, visando alterar essa realidade.
Em primeira análise, é importante enfatizar que a “Uberização” colabora com a economia local, pois se torna uma alternativa válida quando se trata de conseguir dinheiro para sustento, um exemplo que pode-se citar é o próprio aplicativo de transporte que derivou o conceito de “Uberização”. Prova disso, são dados divulgados pelo IBGE em 2018, apontam que a terceirização no ramo de transportes cresceu aproximadamente 30%, o que colabora para o movimento da economia global, pois gera muitos empregos.
Em contrapartida, houve também a precarização trabalhista, devido a falta de regulamentações legais. Isso afeta, sobretudo, a qualidade de vida dos trabalhadores e como consequência da população, visto que, a CLT (Consolidação das Leis Trabalhistas), não abrange direitos trabalhistas aos que são empregados pela “uberização”. Sob este viés, segundo Max Weber, o Estado só é legítimo quando respeita os direitos dos cidadãos. Desta forma, é de suma importância uma colaboração e engajamento de todas as camadas sociais para enfrentar o problema.
Infere-se, portanto, que medidas devem ser tomadas para que o impasse seja amenizado. Para que isso ocorra, é imprescindível uma legalização das atividades laborais, mediante uma alteração no CLT, deve viabilizar e reforçar e proteção legal ao trabalhador, por meio da inclusão de direitos trabalhistas para trabalhadores autônomos e terceirizados com o objetivo de coibir a exploração e precarização dos empregados, fazendo com que a população consiga usufruir dos benefícios gerados pelo avanço da tecnologia, sem causar prejuízos para nenhuma camada da população.