A "uberização" do trabalho na era tecnológica: precarização ou liberdade?
Enviada em 27/11/2020
Com o advento da 3ª Revolução Industrial, na segunda metade do século XX, a sociedade passou por mudanças com a expansão dos meios de comunicação. De maneira análoga, no Brasil, com a tecnologia, é possível disponibilizar inúmeros serviços que antes eram presenciais. Por sua vez, é possível destacar que a dependência tecnológica precariza o trabalho.
A primórdio, é importante ressaltar que a evolução tecnológica ocupa cada vez mais a vida dos brasileiros. Sob esse viés, a tecnologia está em absolutamente tudo, seja pedir uma refeição, fazer compras ou contratar algum serviço, o que sem dúvidas facilita a vida das pessoas. No entanto, a dependência tecnológica não é saudável, as pessoas acostumam a depender muito desses serviços. Paralelamente, em um dos episódios de Black Mirror, a dependência é evidente, com inteligência artificial comandando tudo, desde horário para dormir até as atividades do dia. Sendo assim, é notório o perigo do vício.
Outrossim, convém mencionar que a flexibilidade de entrar no mercado não é tão benéfico. Nesse sentido, com as ofertas nas redes o trabalhador é menos protegido pelas leis, uma vez que essa área é nova e não tem legislação para proteger os indivíduos. Simultaneamente, o filósofo Thomas Hobbes declara que é dever do Estado manter o bem-estar da população. Dessa forma, é necessário que o Governo regularize o trabalho na internet.
Portanto, é mister que o Poder Estatal tome providências capazes de atenuar a precarização do trabalho. Nessa perspectiva, cabe ao Poder Público regularizar e ampliar os direitos das profissões que prestam serviços nas redes, sejam entregadores ou motoristas de aplicativos, por meio de projeto de lei entregue à Câmara dos Deputados, com o fito de alterar o paradigma social. Dessarte, espera-se, com essa medida, que o corpo social tenha seus direitos garantidos.