A "uberização" do trabalho na era tecnológica: precarização ou liberdade?

Enviada em 30/11/2020

A Modernização e sua Consequencias

Na frase de karl Marx “Na manufatura e no artesanato, o trabalhador utiliza a ferramenta; na fábrica, ele é um servo da máquina.” Mostra como a partir da revolução industrial a classe trabalhadora perdeu seu destaque, virando apenas um detalhe para a alta burguesia e com isso houve consequências, como não ter acesso aos bens que ele mesmo produziu. Na realidade brasileira se tem a percepção de precariedade em relação ao trabalho, principalmente por que maioria das grandes empresas usam trabalhos informais para reter mais lucro, e as vendas a baixo do preço para ter mais consumo.

É importante destacar que a crise de desemprego é algo de grande fator no Brasil, pois muitas empresas já utilizam tecnologias mais sofisticadas, ou tiveram que recorrer a demissão de funcionários para conseguir manter os negócios. Além disso, dados do IBGE afirmam que o trabalho informal  no Brasil cresceu e atingiu 37 milhões de pessoas, e muitas pessoas se sujeitam a isso por não ter mais recursos, e não conseguirem achar algo na profissão a qual são designados. Por isso, a importância de do governo trabalhar achar soluções para essa crise.

Também vale ressaltar que, segundo o IBGE 18,9% dos empregados no Brasil são terceirizados. O aumento do trabalho terceirizado ocorre, pois pode reduzir os custos da empresa, como exemplo trocas de funcionários, férias, faltas, etc… Com isso, os trabalhadores terceirizados recebem menos do que os contratados e não tem a proteção do trabalho, desencadeando em abusos nos funcionários, como trabalhos de horas extras mas o salario não aumentar. Então, mostra a necessidade de uma fiscalização mais rígida por parte do Ministério do trabalho.

É evidente, portanto o quão precário é a uberização no Brasil, sendo necessário, dessa forma, que o Ministério do Trabalho, cuja a função é ser responsável  pelo emprego e renda dos trabalhadores, proponha ações como uma fiscalização mais rigorosas em empresas, para que não ocorra o abuso de autoridade entre os patrões e servidores. Além disso, conscientizar de uma forma mais humana as empresas que tem garantias altas, principalmente em relação as demissões que vem ocorrendo em grande frequência por consequências da crise. Com isso, dar mais suporte a aqueles que estão diariamente lutando para se sustentar.