A "uberização" do trabalho na era tecnológica: precarização ou liberdade?
Enviada em 03/12/2020
É de conhecimento geral que a sociedade já está vivenciando a Quarta Revolução Industrial e nela o uso da tecnologia, mobilidade e comunicação se tornou global. Analogamente, a “uberização” surgiu do aplicativo Uber que por meio de uma plataforma baseada na Internet, disponibiliza automóveis e motoristas para a locomoção dos usuários. Esse modelo de aplicativo difundiu-se rapidamente pela sua praticidade. Tal plataforma de negócio proporcionou empregos para milhares de pessoas. Em contraste, também foi uma forma de driblar as leis trabalhistas.
De certa modo, esse novo modelo de negócio proporcionou empregos para milhares de pessoas, de acordo com o Instituo Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), pelo menos 76 mil pessoas passaram a atuar profissionalmente por conta-própria ou de maneira informal em aplicativos de serviços como entrega de comida, roupas, remédios e aluguel de casas que foi proporcionado pelo fenômeno da “uberização”.
Deve-se abordar, ainda, que essa plataforma também é algo maléfico para quem trabalha nela, visto que por falta de opção de emprego se sujeitam a altas cargas horárias de trabalho, não possuem um salário fixo e muito menos leis que os auxiliem ou regulem as relações de trabalho devido não ser uma contratação de serviços formal e, sim, uma terceirização de trabalho. Gerando nos trabalhadores o Trabalho de Sísifo, que na lenda grega é conhecido por ser um trabalho árduo, interminável e sem nenhum direito.
Fica claro, portanto, que a Quarta Revolução Industrial trouxe benefícios para a sociedade, mas também trouxe malefícios como a falta de lei que auxilie o trabalhador de aplicativos. Para reverter esse quadro é necessário que o Governo Federal e Municipal regularize e fiscalize esses serviços, transformando as empresas que geram esse tipo de ofício em empresas estatais, a fim de proporcionar melhores condições de trabalho para os motoristas e entregadores das plataformas, para que assim a Quarta Revolução Industrial prosiga de forma justa para com a sociedade.