A "uberização" do trabalho na era tecnológica: precarização ou liberdade?

Enviada em 01/12/2020

Na obra “Utopia”, do escritor inglês Thomas More, é retratada uma sociedade perfeita, na qual o corpo social padroniza-se pela ausência de conflitos e problemas. No entanto, o que se observa na realidade contemporânea é o oposto do que o autor prega, uma vez que o aumento da uberização do trabalho na era tecnológica origine a criação de aplicativos que facilitem ou precarizem o serviço entre complacente e o público receptor, em que apresenta barreiras as quais dificultam a concretização dos planos de More. Esse cenário antagônico é fruto tanto dos avanços desenfrados da ciência, que possibilitam o surgimento de novas vagas de trabalho quanto a falta deles. Diante disso, tornou-se fundamental a discurssão desses aspectos a fim do pleno funcionamento da sociedade.

Precipuamente, é fulcral pontuar que a mesma tecnologia, que incentivou a novas chances de ocupação, também as desvirtuou e as transformou em formas inconsistentes de serviços, devido à baixa atuação dos setores governamentais no que concerne o equilíbrio e estabilidade financeira. De acordo com o pensador Thomas Hobbes, o estado é responsável por garantir o bem-estar da população, entretanto, isso não ocorre. Devido à falta de igualdade econômica em que os cidadãos dependem dessas funções e seus próprios esforços para suprir suas necessidades básicas e de remuneração, e ainda pode suscitar-se a perda de legislação que garante seus direitos de trabalhador. Desse modo, faz-se mister a reformulação dessa postura estatal de forma urgente.

Ademais, é imperativo ressaltar que o modelo de trabalho é vendido como atraente e ideal pois viabiliza ao tecido social tornar-se empreendedor, autônomo, com flexibilidade e retorno financeiro .Partindo desse pressuposto, essa ilusão fez o mercado crescer, já que a maioria dos desempregados enxerga como propicio e sua única opção de obtenção de lucros. Vale salientar, que esse meio são para aqueles dispostos a trabalhar 12 horas por dia, para garantir a metade de um salário para sua sobrevivência, além de que o serviço exaustivo pode gerar efeitos negativos a saúde,como ansiedade e até síndrome de Burnout. Tudo isso só retarda a resolução desse empecilho, dado que, segundo o IBGE,cerca de 13 milhões de pessoas estão inativos,o que contribui para esse quadro deléterio.

Assim, medidas exequíveis são necessárias para conter o avanço dessa problemática. Dessarte com intuito de mitigar essas falsas ilusões de renda oferecidos pelas plataformas digitas ao público desempregados, necessita-se, que o Governo direcione capital que, por intermédio do Ministério do Trabalho, será revertido em fiscalizações ao uso desses serviços precarizados,através de aplicativos de controle, com objetivos de divulgar formas concretas de ocupação. Desse modo, atenuar-se-á em médio longo prazo, o impacto nocivo de funções paralelas, e a coletividade alcançará a utopia de More.