A "uberização" do trabalho na era tecnológica: precarização ou liberdade?
Enviada em 04/12/2020
Startup da Igualdade
Consoante ao filosofo grego Aristóteles, “ a igualdade surgiu quando, devido ao fato de que todos são iguais em um certo sentido, acreditou-se que todos fossem iguais entre si”. Essa citação adapta-se na era tecnológica devido à, competitividade do mercado de trabalho e a pouca qualificação de indivíduos, que recorrem ao trabalho informal, proporcionado pela tecnologia, como forma de subsistência.
A priori, é valido pontuar que os avanços dos meios de tecnologia, como celulares e computadores simplificaram as tarefas de muitas profissões. No entanto, semelhantemente se tornou um refúgio para indivíduos que não atendem as necessidades do ramo trabalhista. Segundo um estudo realizado pelo IBGE, o trabalho informal no Brasil atingiu 39 milhões de pessoas, e o desemprego chego a 11,9%. Diante dessa premissa, o conceito do escritor francês Voltaire “ o trabalho evita três grandes males: vício, tédio e necessidade” faz-se coerente, uma vez que, maiores partes da população suprem suas carências através do trabalho informal.
A posteriori, destaca-se a falta de preparo de muitos profissionais, como um fator determinante para as escassas oportunidades de emprego. De acordo com uma pesquisa realizada pela OCDE, estima-se que 10% dos jovens brasileiros entre 15 e 29 anos não possuem formação básica, correndo um grave risco de ficarem fora do mercado de trabalho. Por conseguinte, a preparação dos cidadãos brasileiros para carreira profissional é o meio para reverter esse panorama. Acerca disso, o filosofo estoico Sêneca afirma “ a educação exige os maiores cuidados, pois influi sobre toda a vida”, de fato, a educação e qualificação precisam ser priorizadas, para fornecerem melhores possibilidades para as futuras gerações.
Logo, para reduzir a informalidade e proporcionar melhores condições de vida para todos os habitantes, o Governo Federal precisa tomar providências. Portanto cabe ao Ministério do Trabalho aliado ao Ministério da Educação, implantar um maior número de escolas técnicas no País por meio de verbas públicas, com urgência em áreas com maiores taxas de desocupação, para originar condições mais dignas de trabalho a todos. Ademais, o Ministério do Trabalho deve buscar parcerias com Startups para regularizar as profissões informais com mais adeptos, fornecendo os direitos assegurados por lei, possibilitando assim, a existência da igualdade.