A "uberização" do trabalho na era tecnológica: precarização ou liberdade?
Enviada em 02/12/2020
A era digital transformou as relações trabalhistas, influenciando na implementação de tecnologias que possibilitaram a flexibilização do mercado econômico. Embora tamanho aprimoramento tecnológico viabilizou, no Brasil atual, a inserção de empreendedores informais, como os motoristas e entregadores de aplicativos, houve a potencialização dos direitos laborais, assim como, da exposição à violência na era da uberização. Nesse seguimento, convém a discussão de alternativas que solucione os obstáculos enfrentados pelos trabalhadores autônomos.
Outrossim, com base nas transformações sociais decorrente da revolução industrial, Karl Marx formulou as ideias da lógica do capitalismo, que segundo ele, se sustenta na exploração e dominação da burguesia sobre a classe operária. Assim, as condições desumanas vividas pelos trabalhadores movimentaram as lutas em busca dos seus direitos e por meio disso, foram conquistadas as Leis trabalhistas que assegurariam a dignidade dos mesmo. No entanto, essas Leis não protegem trabalhadores autônomos, os quais estão expostos à inúmeros riscos.
Ademais, deve-se ressaltar como os novos meios de trabalho são marcadores das desigualdades de renda e oportunidade, colaborando para o desemprego, pois, esses trabalhadores fazem jornadas de trabalho de mais de doze horas, sem garantias trabalhistas, ganham o que o algoritmo determinar e são penalizados caso ocorra algum atraso. Ademais, cabe ressaltar que o sistema da uberização está sempre sendo avaliado, independente das condições para o serviço.
Conclui-se, portanto, que medidas são necessárias para diminuir os efeitos dessa uberização no mercado de trabalho. Dessa forma, é indispensável que o Governo Federal, juntamente com o Ministério do trabalho e iniciativas privadas, criem sindicatos para esses trabalhadores, formalizando tal modelo de trabalho, e garantindo estabilidade nos contratos entre a empresa e o funcionário, por meio de parcerias com empresas privadas e sindicatos. Assim, será possível conciliar os direitos de todos, e satisfazer as reivindicações.