A "uberização" do trabalho na era tecnológica: precarização ou liberdade?

Enviada em 04/12/2020

Steve Jobs, inventor e empresário americano, disse que a tecnologia move o mundo. Nesse viés, muitos produtos têm sido movidos comercialmente por causa do uso da tecnologia. Ela tem favorecido a uberização do trabalho e isso pode gerar dois impactos: desemprego dos intermediários de vendas e uma novo forma de relação de trabalho.

A princípio, a uberização, por não utilizar a figura do intermediário na venda, coloca alguns fora atuação e assim influencia no número de desempregados, o qual foi de 14,1 milhões no terceiro trimestre de 2020 segundo o Instituto de Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Tal número é maior que o ano anterior no mesmo trimestre. Embora isso tenha sido influenciado pela pandemia do coronavírus, esta favoreceu a compra online. Assim, sob a ótica da classe  de trabalhadores prejudicada, a uberização é precarização.

Outrossim, a relação comercial em voga pode gerar um novo vínculo de trabalho, porque não é preciso dedicação exclusiva de 8h de uma pessoa, os recursos digitais fazem a propaganda e, por meio de processos automatizados, a venda. Tal comercialização dá a possibilidade de uma forma contratação cuja remuneração seja de acordo com as metas e produções. Segundo o IBGE, a taxa de empregos informais em 2019 foi de 41,2%, a maior desde 2016, isso justamente no ano em que 4 em cada 10 brasileiros já fizeram compra pela internet. Esse aparente fortalecimento do trabalho informal torna a uberização libertadora dos direitos trabalhistas para aqueles que consideram-nas um fardo.

Portanto, o Governo Federal deve criar um Sistema de Justificativa de Demissão (SIAJUDE) para que as pessoas que perderam o emprego, por ter acabado a utilidade de sua função, comprovem tal fato e recebam, além de um auxílio temporário de 6 meses, um curso online para de empreendedorismo. o Governo deve fazer isso mediante um pragrama “Trabalha, Brasil”.