A "uberização" do trabalho na era tecnológica: precarização ou liberdade?

Enviada em 07/12/2020

A crise de 1929 foi uma grave crise econômica mundial que é considerada como o pior e mais longo período de recessão econômico enfrentado durante o século XX. Entre todas as consequências que a crise acarretou, pode-se citar as elevadas taxas de desemprego, a diminuição da produção industrial, entre outras. Atualmente, percebe-se que grande parte dos trabalhos são realizados através de maquinário: grandes empresas empregam a tecnologia para otimizarem e baratearem sua produção, no entanto, a cada modernização destas empresas, o índice de desemprego aumenta, acentuando ainda mais a desigualdade social.

“Uberizar” é entendido como a alteração da forma de gerenciamento de negócios privados por parte de seus respectivos intermediários. Empresas inovadoras utilizam a tecnologia para estabelecer um “marketplace”, que consiste na criação de conexões entre consumidores e fornecedores. Neste sistema, os intermediários não atuam diretamente no processo. A única função deles é garantir que aqueles que procuram um serviço possam encontrar pessoas dispostas a suprir essa demanda, permitindo que o consumidor final pague menos pelo serviço desejado. Esse modelo de negócio prevê um estilo mais informal e flexível, portanto, conclui-se que a “uberização” é, substancialmente, uma modernização das relações de trabalho, que inconscientemente acarreta na precarização e no ócio de uma parte da mão de obra.

Ademais, faz-se necessário destacar que a tecnologia chegou para ficar na humanidade. As modernizações ao longo do tempo, seja na agricultura ou até mesmo na indústria têxtil, vieram para transformar o meio social de forma positiva, mesmo que na época de sua implementação não tenham sido reconhecidas como tais. A “uberização”, considerando que é um fenômeno recente, pode ainda não ter apresentado seus múltiplos pontos fortes positivos, fato que não deve ser encarado com repressão, uma vez que, como supracitado, o “marketplace” é recente. Sendo assim, a “uberização” requer maior estudo de caso ao invés de uma regulamentação arcaica que pode atrasar o Brasil em relação à outras nações.

’            Portanto, é importante que o Ministério da Educação, em parceria com as prefeituras locais, ofereçam mais cursos técnicos, assim como mais acessibilidade para tais, afim de capacitar todas as pessoas desempregadas para que essas possam retornar ao mercado de trabalho, movimentando o capital e diminuindo a taxa de desemprego do país. Além disso, é dever do Ministério do Trabalho estudar melhor as empresas que lidam com o “marketplace” visando assim, uma interferência inteligente, que não reprima a tecnologia e o desenvolvimento e que garanta os direitos individuais.