A "uberização" do trabalho na era tecnológica: precarização ou liberdade?

Enviada em 07/12/2020

A “uberização” do trabalho é a modernização das relações de trabalho decorrente da popularização dos aplicativos de contratação de serviços. O termo faz referência a empresa Uber, que é a maior empresa de transporte do mundo sem ter uma frota de carros. Assim como a Uber, diversas empresas de tecnologia, por meio de aplicativos, fazem a mediação entre clientes e prestadores de serviços, sejam motoristas, entregadores, babás, entre outros. Para muitos especialistas, a uberização é sinônimo de precarização do trabalho.

Primeiramente, por não serem contratados formalmente, os trabalhadores por aplicativos não têm direitos ou garantias trabalhistas. Os ganhos dos trabalhadores de app dependem da quantidade de horas trabalhadas, e para ganhar o mínimo para sobreviver, eles precisam trabalhar muitas horas por dia, sem alimentação e descanso, o que são essenciais. A precarização das condições de trabalho nos apps piorou com a pandemia do Covid-19, o que levou à greve nacional. Os entregadores de app se tornaram essenciais no isolamento e se expõem ao risco de pegar a doença. De acordo com um estudo publicado na revista Trabalho e Desenvolvimento Humano neste ano, a taxa de entregadores de aplicativos que trabalham entre nove e 14 horas por dia subiu de 54% para 56,7% durante a pandemia; a maioria também trabalha todos os dias da semana. Mais da metade dos entregadores (58,9%) também afirmaram que tiveram queda da remuneração durante a pandemia.

Segundamente é um fato que a educação é uma pauta importantíssima no desenvolvimento econômico e também no crescimento pessoal do próprio indivíduo. Sendo assim, um um símbolo de prosperidade e desenvolvimento em uma nação, o que faz com que as empresas no geral, busquem cada vez mais pessoas qualificadas que tiveram essa educação para trabalhar. Isso, somado ao desenvolvimento tecnológico faz com que pessoas consideradas menos qualificadas sejam desprezadas no mercado de trabalho.

Portanto, medidas são necessárias para resolver esse impasse. Logo, o Governo deve promover cursos digitais gratuitos de educação financeira e de especialização em diversas áreas predispostas na nossa sociedade, para que assim esses novos trabalhadores saibam como investir e gerir seu próprio negócio, e as pessoas que optassem por trabalhar formalmente, com direitos trabalhistas e regularização no trabalho fariam os cursos de especialização, e assim poderiam ter uma maior competência tanto para conseguir um emprego tanto para fazerem vestibulares nas demais carreiras que desejassem seguir.