A "uberização" do trabalho na era tecnológica: precarização ou liberdade?
Enviada em 07/12/2020
Vivemos em uma época onde o desenvolvimento tecnológico altera todas as relações comerciais, impactando consequentemente no âmbito trabalhista. Dentre essas relações, foi-se criada a “uberização” do trabalho, que traz a venda de um serviço independente, consolidando a figura do trabalhador sob demanda, sem vínculos empregatícios.
O que se tratava de uma forma de trabalho com mais liberdade, onde o empregado teria a oportunidade de organizar seu próprio itinerário da forma que fosse mais conveniente, se tornou uma situação abusiva e inflexível, fazendo com que os direitos trabalhistas não sejam garantidos e a remuneração seja desvalorizada, considerando que ela é decidida através da quantidade de serviços prestados. Além disso, o trabalhador se vê em situação de constante risco, já que, como não é vinculado a nenhuma empresa, será obrigado a arcar com consequências sozinho em caso de acidente, furto ou qualquer outro problema.
Sabe-se que desde o início das relações trabalhistas o homem vem lutando por seus direitos e após quase três séculos de luta é possível perceber como pouco se mudou e como o sistema capitalista prioriza a busca excessiva pelo lucro, menosprezando as condições de vida dos empregados.
Conclui-se que medidas devem ser tomadas pelo governo, a fim de acabar com essa situação o mais rápido possível. É de extrema importância que as empresas de aplicativos ou de serviço informal informem aos empregados à respeito de todas as suas condições, além de garantir seus direitos trabalhistas e combinar um número de serviços equivalentes à um salário mínimo. Com a união da classe trabalhadora, as mudanças se tornarão possíveis a fim de transformar uma precarização em libertação.