A "uberização" do trabalho na era tecnológica: precarização ou liberdade?

Enviada em 07/12/2020

É perceptível que a “uberização” do trabalho no Brasil cresceu muito, devido ao alto índice de desemprego. É possível concluir que essa “uberização” é uma precarização, visto que a pessoa que faz esse tipo de serviço não possui os direitos trabalhistas e não há uma carga horária definida para eles.

Em primeira análise, cabe pontuar que “uberização”, segundo o site tab.uol.com.br, define uma relação de trabalho contemporânea em que se “vende” um serviço para alguém de forma independente, sem intermediação de empresas, em geral via internet, por aplicativos. Sendo assim, os trabalhadores “uberizados” não são contratados formalmente e por consequência, não possuem acesso aos direitos trabalhistas, além de terem que lidar com todos os riscos do trabalho sozinhos. Conclui-se assim, que a “uberização” do trabalho é uma precarização, já que os trabalhadores perdem os seus direitos e ficam desamparados pela lei.

Em segunda análise, é necessário lembrar que cerca de 13 milhões de pessoas estão desempregadas no Brasil, segundo pesquisa do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística e por isso muitas pessoas buscam novas alternativas de trabalho, como por exemplo os serviços por aplicativos, como entrega de comida, levar pessoas para lugares desejados, etc. Segundo o site castrodigital.com.br, esses trabalhadores de aplicativo dependem da quantidade de horas trabalhadas. Para ganharem o mínimo para sobreviver, eles precisam trabalhar muitas horas por dia, sem a alimentação e o descanso essenciais. Percebe-se assim, que esses trabalhadores não possuem uma carga horária definida, como os trabalhadores formais possuem. Portanto, pode-se consumar que a “uberização” do trabalho é uma precarização.

Assim sendo, é necessário que o Poder Legislativo, responsável por criar leis, garanta os direitos desses trabalhadores “uberizados”, através da criação de leis que os protejam e estabeleçam condições justas de trabalho, para que assim, a “uberização” deixe de ser uma precarização e torne-se positiva para todos esses trabalhadores.