A "uberização" do trabalho na era tecnológica: precarização ou liberdade?
Enviada em 07/12/2020
Atualmente, tem crescido exponencialmente a uberização no Brasil e no mundo por conta da quantidade de desempregados ou pessoas que buscam aumentar sua renda. Porém, o que no início parecia ser um trabalho sinônimo à liberdade por não haver horário ou local fixo, etc., acabou se tornando escravidão.
Primeiramente, é importante o pleno entendimento do termo “uberização do trabalho”, que define uma relação de trabalho na qual há um mediador entre o prestador de serviço e o usuário, não sendo protegido por leis trabalhistas. Faz referência ao aplicativo Uber, que ficou famoso nos últimos anos por trazer ao mundo uma forma de trabalho considerada “independente” e nada segura. Os motoristas são constantemente expostos ao perigo e o aplicativo não se responsabiliza por nenhum dano. Além de que não há horário / preço fixo, fazendo com que as pessoas trabalhassem demasiadamente, pois quanto mais trabalha, mais ganha (mesmo que o salário não seja justo). Para o sociólogo Karl Marx, “as idéias dominantes de uma época sempre foram as ideias da classe dominante“. Logo, os responsáveis pelo descaso com os trabalhadores nesse processo de “uberização” é da classe dominante, culminando negativamente na classe trabalhadora.
Conclui-se então, que o processo de “uberização” do trabalho deve ter leis trabalhistas que garantem a segurança e remuneração justo para todos os trabalhadores. Propõe-se que o governo juntamente com essas empresas criem um padrão de serviços prestados para que os trabalhadores realizem e ganhem um salário mínimo, com valor a mais de comissão.