A "uberização" do trabalho na era tecnológica: precarização ou liberdade?
Enviada em 07/12/2020
Os avanços tecnológicos influenciam a vida do consumidor e do trabalhador, com o aumento do uso de plataformas digitais e opções de serviços autônomos. A “uberização” do trabalho dispõe de facilidade para muitas coisas, assim como de precarizações.
Primeiramente, o termo citado faz referência ao aplicativo Uber, que é uma empresa multinacional prestadora de serviços eletrônicos na área de transporte privado urbano, que permite a conexão entre passageiros e motoristas, criando uma ponte entra a oferta e a demanda - lei do filosofo e economista Adam Smith - Assim como o aplicativo, por meio de sites ou outros recursos, pessoas em busca de uma remuneração ou em busca do produto, podem fazer uma mediação entre consumidor e consumo com facilidade, sejam babás, entregadores, faxineiras, dentre outros.
Em segundo lugar, com a crise econômica e aumento do desemprego principalmente durante a pandemia, houve a procura por empregos independentes. No entanto, trabalhadores assim não possuem direitos trabalhistas como registro em carteira de trabalho e consequentemente aposentadoria. Além disso, eles não possuem uma fiscalização segura do trabalho que fazem, por ser tratar de um salário instável eles não possuem um controle da carga horária.
Portanto, para que só haja pontos positivos no processo de “uberização” é necessário que o governo, através de uma legislação, regularize e fiscalize garantindo ao menos o mínimo de renda fixa e direitos para essas pessoas, com o objetivo de proporcionar a todos uma boa qualidade de emprego.