A "uberização" do trabalho na era tecnológica: precarização ou liberdade?
Enviada em 07/12/2020
Desde a Revolução Industrial ocorrida na Inglaterra, no século XVIII, a sociedade sofreu significativas mudanças no seu cotidiano. A industrialização que prometia mudanças para melhor, na verdade piorou a vida do trabalhador comum. O mesmo ocorre nos dias de hoje, a “uberização” trouxe trabalhos cada vez mais precários e com a aprovação do Estado.
A implementação da tecnologia no mercado de trabalho fez com que muitas pessoas perdessem o seu posto, aumentando drasticamente o nível de desemprego. Tal acontecimento já era previsto desde a primeira Revolução Industrial, porém se intensificou com tamanha mecanização do mercado atual. Porém a “uberização” do trabalho não é só consequência da tecnologia, ela é apoiada por uma forte onda liberal que acredita que desta forma o individuo exerce melhor sua liberdade individual.
Acontece que esse pensamento está longe do que ocorre na realidade. A “uberização” do trabalho trouxe consigo a precariedade do trabalhador. O grande problema dos empregos informais é que não existem leis que garantem àquele trabalhador o seu “pão de cada dia”. Como resultado, nós temos pessoas que trabalham sob condições sub-humanas, com longas jornadas de trabalho,baixa remuneração e sem saber se conseguirão o mínimo para pagar as contas do mes. E infelizmente acaba sendo visto pelo mercado como um indivíduo empreendedor.
Logo, pode-se concluir que a “uberização” é na verdade a condenação do trabalhador mais comum. E para ajudar essas pessoas o Estado deve intervir nas empresas que fornecem trabalhos informais, e fazer com que haja um acordo entre elas e o trabalhador, para que o mesmo tenha garantia de que terá o que comer em casa.