A "uberização" do trabalho na era tecnológica: precarização ou liberdade?

Enviada em 07/12/2020

A “uberização” como são chamados os serviços criados para encurtar a distância entre a oferta e demanda, vem crescendo com o avanço da tecnologia. Eles ajudam muito a sociedade, criam maneiras mais fáceis e rápidas para se encontrar o que procura, porém devem ser respeitadas as condições de trabalho em que os funcionários desses serviços se encaixam.

Em primeiro plano, analisando as vantagens desses tipos de serviços, eles mostram muitos benefícios para o trabalhador e para consumidor, pois o consumidor tem em suas mãos meios muito mais práticos de se garantir serviços de qualidade, e também é vantajoso para o funcionário, pois ele é independente e livre para criar seu próprio horário de trabalho, como nos aplicativos de entrega de comida ou de motoristas particulares.

Em segundo plano, analisando as condições de trabalho desses funcionários, muitos deles se mostram em situação precária de trabalho, tendo que se submeter a horas e horas de trabalho para ser remunerado de uma forma digna. Thomas Hobbes, um grande matemático da antiguidade disse: “O homem é o lobo do homem” e essa frase funciona bastante nessa realidade pois os serviços de “uberização” criados por homens para ajudá-los, acabam pensando muito mais o lucro e esquecendo de olhar para os trabalhadores que fazem esses serviços acontecer.

Visando os pontos citados a cima, o governo, que é a organização que é a autoridade governante de uma unidade política, deve sempre fiscalizar o trabalho desses funcionários “livres”, por meio de blitz surpresa e com isso garantir uma jornada de trabalho digna dos funcionários para que não vivam com trabalhos precarizados. Se esses serviços de “uberização” funcionarem de forma justa com os trabalhadores e consumidores, eles só tem a agregar na nossa sociedade.