A "uberização" do trabalho na era tecnológica: precarização ou liberdade?
Enviada em 08/12/2020
Comodidade, praticidade e facilidade são alimentos para a indústria do transporte e de produtos, principalmente alimentícios, que usufrui dessas características das pessoas para ofertar produtos que, com um simples clique, chegará na porta do cliente em minutos. Tendo isso em vista, o número de trabalhadores informais tem aumentando em grande escala, sendo a solução para muitos que estão desempregados para ter como viver. Porém, até que ponto isso é viável para os trabalhadores?
Em análise, serviços de entrega são formas informais de trabalho onde o próprio trabalhador faz sua agenda e sua carga horária, basta abrir um aplicativo no celular e começar. Além disso, muitos que hoje exercem essa função, foram pessoas rejeitadas no mercado de trabalho, seja por falta de graduação ou por falta de vagas, tornando o delivery, seu meio de sustento.
Em contra partida, com o aumento exponencial de entregadores hoje disponível no mercado, o valor de entrega tem caído cada vez mais, abaixando a renda de muitos. Outro fator negativo nesse número, que só pela IFood já passa dos 240 mil (Reuters), é a falta de controle e qualidade do serviço, que antes contava com verificação e maior controle das empresas empregadoras dos mesmos.
Em conclusão, a falta de qualidades de alguns, queimam a imagem da maioria. Cabe ao governo e empresas que empregam entregadores fiscalizarem a qualidade e direitos por meio de contratos empregatícios e verificações periódicas de qualidade, além de rever e cumprir programas de incentivo aos mesmos, sendo benéfico a todos os envolvidos.