A "uberização" do trabalho na era tecnológica: precarização ou liberdade?

Enviada em 07/12/2020

Devido aos inúmeros avanços tecnológicos, muitos indivíduos aproveitaram deste meio para gerarem lucro em meio de serviços interligados entre humanos e tecnologia em vista de ser algo positivo para a sociedade. Contudo, assim como diz Sócrates, “nada grandioso entra na vida dos mortais sem uma maldição”.

A “uberização” do trabalho na era tecnológica traz consigo diversos problemas, mesmo sendo planejada para ser algo lucrativo e que traga benefícios para todos que estão envolvidos, nem todos os indivíduos saem como beneficiados. As pessoas que se empregam em trabalhos terceirizados em sua maioria são desempregados ou pessoas de baixa renda em busca de uma renda e acabam se tornando agentes dessas empresas em vista de assegurar um dinheiro a mais e conseguir sobreviver mais na sociedade capitalista. Porém, assim como diz no documentário “O dilema das redes”, “se você não está pagando pelo produto, você é o produto”, e assim essas pessoas se tornam cada vez mais vitimas dessa armadilha planejada, que mesmo dando muito dinheiro pra empresa, em muitos dos casos não recebem quase nada para se dizer o básico para sobrevivência.

A articulação das empresas capitalistas é muito bem montada, esses indivíduos colocam sua vida em perigo todos os dias por terem que fazer um trabalho que se envolve com desconhecidos, além de que eles têm que pagar pelo próprio material (sejam motoristas, entregadores ou qualquer outro trabalhador nessas empresas) e ainda sim geram renda pro mercado financeiro mesmo não recebendo muito. Não há devida liberdade no momento em que se é envolvido com empresas deste nível, mesmo que exista a possibilidade de demissão, ainda sim haverá uma pressão de que " ou trabalha ou não terá sustento para a família", então vira esse ciclo e no fim não há para onde fugir além de se submeter à essa situação.

Diante dos argumentos apresentados, cabe-se diretamente às empresas que adotam esse modo de trabalho (empresas de transporte, entrega, etc.), como responsáveis pelos seus trabalhadores, adotarem medidas que melhore o salário e segurança destes, de modo que haja uma maior liberdade e confiabilidade nas mesmas. Cabe também ao Estado se responsabilizar pela fiscalização da ocorrência desses atos, em modo que empresas irresponsáveis sejam punidas.