A "uberização" do trabalho na era tecnológica: precarização ou liberdade?
Enviada em 08/12/2020
Segundo a Uol, uberização é a venda de um serviço para alguém de forma independente, sem intermediação de empresas. O nome faz referência à Uber, empresa de motoristas por aplicativo pioneira nesse tipo de relação de trabalho. Esse fenômeno vem se tornando cada vez mais frequente no Brasil devido à alta taxa de desemprego e, enquanto tem pontos positivos, também possui problemas.
Primeiramente, é importante reconhecer que a uberização de serviços prestados tem pontos positivos. De acordo com o IBGE, cerca de 13 milhões de pessoas estão desempregadas no Brasil. Estando pessimista com a situação dos empregos formais, a população está buscando formas alternativas de trabalho para garantir o sustento familiar, o que levou a um aumento no setor de trabalho independente, consequentemente, a diminuição da taxa de desemprego. Analisando por esse ponto de vista, este fenômeno é positivo.
Segundamente, é necessário pontuar que existem vários problemas relacionados à informalização do trabalho. Já que o prestador de serviço não é considerado um empregado da empresa, ele não é protegido pelas leis trabalhistas, o que pode levar a precárias condições de labor. Em julho de 2020, entregadores de aplicativo do Brasil fizeram uma grande manifestação, intitulada Breque dos Apps, que pedia melhor remuneração financeira, medidas de proteção contra a Covid-19, melhores condições de trabalho, dentre outros direitos. Este protesto mostra a indignação dos trabalhadores com a situação instável em que exercem a profissão.
De acordo com os fatores analisados, fica claro que os problemas relacionados à uberização são graves. Assim, para garantir melhores condições aos prestadores de serviço informais, a Secretaria do Trabalho deve estender as leis trabalhistas aos prestadores de serviço informais através da implantação de uma política pública. Dessa forma, a situação pode ser amenizada.