A "uberização" do trabalho na era tecnológica: precarização ou liberdade?
Enviada em 07/12/2020
O termo uberização faz referência a maior empresa de transporte do mundo sem ter uma frota de carros, o Uber. Com os avanços tecnológicos a forma de se deslocar também sofreu mudanças, ou seja, houve uma modernização das relações de trabalho decorrente da popularização dos aplicativos de contratação de serviços.
Apesar de, atualmente ter sido uma alternativa para quem perdeu o emprego durante a crise na pandemia, essa escolha pode causar uma precarização do trabalho. Isso ocorre porque os trabalhadores não são contratados formalmente, logo não tem direitos ou garantias trabalhistas. Seu salário também dependerá da quantidade de horas trabalhadas, assim para receber um salário mínimo é necessário trabalhar muitas horas por dia e tendo que arcar com seus próprios equipamentos.
Segundo um estudo recente da Associação Aliança Bike, os cerca de 30 mil ciclistas entregadores de app da cidade de São Paulo trabalham, em média, 12 horas por dia, durante os sete dias da semana, para ganhar menos de mil reais por mês. E com o aumento de trabalhadores nesse ramo os ganhos diminuíram ainda mais. Além de, terem que realizar o dobro de entregas, eles devem se preocupar com a avaliação dos clientes para que possam continuar cebendo demandas e não serem bloqueados do app.
Portanto conclui-se que a uberização do mercado de trabalho é parte da sociedade e interfere nela, por isso, ser regulamentada. Assim, o poder Legislativo, na figura da Câmara dos Deputados, deve criar uma legislação específica para os que trabalham segundo esse sistema, que atenda suas demandas e lhes assegure todos os direitos trabalhistas.