A "uberização" do trabalho na era tecnológica: precarização ou liberdade?
Enviada em 08/12/2020
A Uber, fundada em 2009, é uma plataforma com o propósito de conectar motoristas com passageiros, visando uma automação no processo de deslocamento nos centros urbanos. A partir de sua criação foi ganhando popularidade, chegando a um novo patamar em 2018 quando atingiu 91 milhões de clientes mensalmente ativos. A companhia ajudou dar a liberdade para muitas pessoas, e ideias assim devem ser incentivadas para aumentar as maneiras como as vidas da sociedade ser facilitadas.
Em primeira vista esse sistema aparenta ser o mais prático e conveniente, uma vez que oferece a possibilidade de uma segunda forma de renda, num contexto em que permite adultos com dificuldades financeiras a sustentarem suas famílias. Além disso, disponibiliza à estudantes um auxílio monetário, seja isso durante a sua alimentação e moradia, ou no financiamento de seus estudos. Contudo, nenhum sistema é perfeito e neste caso a maior preocupação é a segurança, visto que existe uma necessidade da confiança entre passageiro e um completo desconhecido. Visando amenizar esse problema, a Uber mudou completamente o meio operacional que cuida da segurança, garantindo assim uma maior tranquilidade durante a viajem.
A importância da Uber não se limita apenas ao processo de mobilidade urbana, mas sim a influência que ela teve no mundo tecnológico. De acordo com o fundador da MTV Tom Freston: “inovação é pegar duas coisas que já existem e colocá-las juntas de uma forma nova”, ou seja, no contexto da Uber, novas empresas foram capazes de usar a sua ideia como base para a criação de outros aplicativos. Dentre estes aplicativos o mais famoso deles o iFood, uma companhia de entrega de comida que disponibilizou um maior alcance de restaurantes menos para a cidade inteira. Uma ideia que ganhou mais força nos tempos de quarentena, numa situação em que o consumidor pode receber o alimento que quiser do conforto de sua casa.
Portanto, para aumentar o número de inovações, e o conforto da sociedade, é necessário que o governo, órgão responsável por garantir nossos direitos, incentive a criação de novas tecnologias, por meio de competições e prêmios. Dessa forma, a partir desse incentivo, programadores serão mais prováveis a criar novos sistemas operacionais que ajudaram tanta a comunidade quanto eles mesmos.