A "uberização" do trabalho na era tecnológica: precarização ou liberdade?
Enviada em 07/12/2020
A “uberização” do trabalho visa informar sobre os serviços prestados através de plataformas digitais em todo o mundo. No Brasil, esse processo consiste no trabalho autônomo o qual está desprovido de direitos trabalhistas, além disso vê-se a desigualdade de gênero dentro dessa modalidade de trabalho. Logo, embora esse tipo de serviço seja visto como uma alternância ao desemprego, nota-se um problema de precarização do trabalho que esses indivíduos estão sujeitos.
Primeiramente, é importante destacar como a crise econômica e o desemprego em geral, influenciaram no ingresso em trabalhos por aplicativos. Um dos principais argumentos da reforma trabalhista foi a flexibilização dos regimes trabalhistas a fim de aumentar as vagas de emprego e enaltecer a economia. Entretanto, a economia continua estabilizada e por consequência disso ouve um aumento de trabalhos via plataformas digitas.
Dessa forma, com a ausência de direitos e de regulamentação o indivíduo vê-se sem suporte pela empresa contratante, mas por outro lado, é punido ao ter uma má avaliação feita pelo cliente, além de ressaltar a desigualdade de gênero que atinge as mulheres nesse tipo de trabalho. Além do assédio dos clientes e pelos colegas de trabalho o qual as mulheres passam, percebe-se a diferenças salariais e a desvalorização do seu serviço. Portanto, a “uberização” vivida pelos brasileiros não evidencia uma solução prática e de curto prazo visto que essa modalidade se encontra em expansão.
Sendo assim, é necessário que o Governo crie leis de proteção para esses indivíduos nesse tipo de serviço que determinem o tempo no qual a pessoa possa ficar ativa no aplicativo, além de providenciar cursos digitais gratuitos de educação financeira e de especialização em diversas áreas predispostas na nossa sociedade, para que assim esses novos trabalhadores saibam como investir e gerir seu próprio negócio.