A "uberização" do trabalho na era tecnológica: precarização ou liberdade?

Enviada em 08/12/2020

Em 2020, é muito normal pedirmos comida e mercadorias em aplicativos de entrega, porém nos esquecemos das pessoas que fazem o intermédio entre nós e os comércios de onde pedimos a mercadoria. Essas pessoas muitas vezes são vistas como sub-humanas, por exemplo quando são tratadas como inferiores, como se não tivessem suas necessidades e como se a culpa da comida não ficar pronta fosse culpa delas.

Muitas pessoas que trabalham com delivery são da camada mais pobre da população e então não têm condições de comprar uma moto e em alguns casos nem mesmo uma bicicleta simples. Então, eles são obrigados a alugar algum desses para conseguir trabalhar com aplicativos de entrega e isso pode pesar muito no orçamento ao final do mês se endividando, algo parecido aconteceu no Brasil, a pessoa pegava instrumentos de trabalho emprestados e nunca conseguiam quitar sua divida e assim se tornando quase um escravo.

O processo de “uberização” faz com que o trabalhador não tenha nenhum tipo de garantia na sua vida, por exemplo, ela não tem aposentadoria, seguro de vida e nem plano de saúde. Dessa forma, ele é obrigado a trabalhar longas horas, muitas vezes em finais de semana e feriados, sem poder tirar férias remuneradas, para ganhar uma quantidade de dinheiro mínima para viver com dignidade, já que tudo está em suas mãos e ele não pode contar com nenhuma ajuda externa.

Em suma, para que os trabalhadores de delivery tenham uma experiência de trabalho aceitável, é preciso que o Ministério do Trabalho, principal orgão responsável pelos direitos trabalhistas, torne lei que esses aplicativos deem planos de saúde e seguros de vida. Isso deve acontecer pela aprovação dessa lei no plenário.