A "uberização" do trabalho na era tecnológica: precarização ou liberdade?

Enviada em 08/12/2020

De acordo com a Consolidação das Leis Trabalhistas (C.L.T), assinada em 1943 por Getúlio Vargas, salienta que, todo trabalhador, seja de zona urbana ou rural, tem direito a uma série de benefícios. Além disso, após o advento da Segunda Revolução Industrial, e o avanço da tecnologia, diversos novos empregos foram gerados. Entretanto, existem conflitos que estão englobados a essa temática, promovendo debates a respeito das condições desses novos trabalhos, sendo necessário analisar e classificar a “uberização” como: precarização ou liberdade?

A priori, vale ressaltar que, por conta da escassa quantidade de empregos atualmente e a falta de opção, diversos indivíduos estão ingressando na famosa “uberização”. Entretanto, o maior conflito existente é a falta do registro de suas carteiras, permitindo, portanto, a falta de direitos, como exemplo, o número correto de horas, férias, entre outros. Sendo assim, nem todos que aceitam determinadas condições de emprego estão satisfeitos.

Em segundo plano, outra questão discutida a respeito desses empregos é a liberdade do trabalhadores, uma vez que podem escolher quando atuar, e de que maneira. Entretanto, apesar de ser extremamente atrativo, nem sempre é possível o cumprimento de determinada proposta, por gerar insatisfação econômica. Sobretudo, a má remuneração mensal não permite que os empregados possam escolher em que horário trabalhar, eliminando, totalmente, o conceito de liberdade.

Sendo assim, torna-se nítido que, apesar da grande quantidade de indivíduos que aderiram trabalhar dessa maneira, nem sempre foi uma escolha. Portanto, cabe ao Ministério do Trabalho, por meio de políticas públicas, criar normas, para os que atuam informalmente no mercado, possam ser assegurados perante leis. Ademais, o Estado deve promover, por meio de campanhas, a geração de novos empregos para a população. Somente após a adoção dessas medidas, todos estarão protegidos, e a real liberdade será o único motivo pela escolha de trabalhar informalmente.