A "uberização" do trabalho na era tecnológica: precarização ou liberdade?

Enviada em 13/12/2020

Os avanços tecnológicos se iniciaram com o surgimento das máquinas à vapor, seguido ao longo de décadas, pelo estabelecimento da eletricidade e popularização da internet. Por conseguinte, atualmente no século XXI, vivenciamos a Quarta Revolução Industrial, e seus impactos nas relações profissionais, sociais e econômicas. De fato, o advento da tecnologia impacta diretamente o modo de vida da sociedade, trazendo mudanças irrevogáveis e exigindo uma capacidade adptativa cada vez maior dos cidadãos. Desse modo, cabe analisar os aspectos positivos e negativos inerentes a essa temática.

Em primeiro plano, evidencia-se uma melhoria da qualidade de vida dos indivíduos que usufruem da “uberização” no dia a dia, como por exemplo, através de aplicativos que permitem, através de uma comuniçação mais próxima, oferecer serviços e atendender de forma mais eficiente, conquistando a clientela. Nesse sentindo e de maneira análoga, a Teoria da Evolução, estabelecida pelo biólogo e naturalista Charles Darwin, infere que os indivíduos que sobrevivem as adversidades não são os mais fortes, e sim os que melhor se adapatam. Assim, o fato é que a tecnologia não é modismo, e aqueles que desenvolvem uma melhor adaptação a robotização, conquistam a liberdade profissional e se mantêm inseridos no mercado de trabalho em constante evolução.

Entretanto, por outro lado, tem-se os indivíduos que se recusam aderir ao aperfeiçoamento e, e desse modo, invariavelmente, se sentem excluídos, gerando problemas sociais. Com efeito, nota-se que este cenário, corrobora ainda mais para a problemática do desemprego estrutural em nosso país. Somado a isso, alguns empregos tradicionais tendem a desaparecer ao longo dos anos, e a indústria torna-se cada vez exigente em relação a qualificação profissional, alegando a existência de vagas ociosas devido a falta de pessoas capacitadas, conforme publicado pelo portal de notícias G1. Contata-se assim, que a busca por aperfeiçoamento por parte da população, deve ser constante, de modo a atender a demanda atual.

Depreende-se, portanto, que o processo de uberização não é passageiro, e portanto, impacta a população, seja positivamente ou negativamente, e desse modo exige mudanças comportamentais urgentes. Sob esse aspecto, é necessário se adaptar o quanto antes, e o MEC, instituições como Sebrae e Senai podem oferecer, de forma virtual ou presencial, cursos, treinamentos e worshops voltados para área tecnológica e aperfeiçoamente profissional. Além disso, cabe ao MEC atualizar as bases curriculares dos cursos de graduação. Assim, a partir dessas ações espera-se obter melhor capacitação profissional e inserção no mercado, cada vez mais tecnólogico.