A "uberização" do trabalho na era tecnológica: precarização ou liberdade?

Enviada em 12/12/2020

É notório que, uberização é um termo originado do aplicativo uber, no qual um indivíduo presta serviços aos usuários de maneira informal. É com senso que este trabalho autônomo é resultado de uma crise financeira. Ou seja, a busca por renda impõe ofícios desprovidos de direitos trabalhistas.

De certo, os problemas econômicos geram um aumento de desempregos, influenciando o ingresso em plataformas digitais. Entretanto, essa ocupação não recebe os direitos necessários para um modo de vida justo. Segundo o IBGE, 4 milhões de pessoas trabalham para empresas de aplicativos de serviço no Brasil sem vínculos trabalhistas. Dessa forma, a necessidade de verba cria condições de emprego precárias no qual tentam justificar com a flexibilização do horário de serviço.

Consequentemente, a inconsistência em trabalhar por aplicativo gera frustrações financeiras. Portanto, a falsa ideia de liberdade de expediente, a ausência de dinheiro e gastos gerados nessa ocupação formam uma lista desarmônica para aqueles fazem essa tarefa. Bem como disse o filósofo matemático Aristóteles, ‘’todos os trabalhos pagos absorvem e degradam o espírito’’.

Em suma, a uberização é uma solução de curto prazo e ineficiente que expande as deficiências de ofício. No entanto, para que o trabalho seja mais justo cabe ao Poder Legislativo realizar uma regulamentação de serviços prestados por plataformas digitais. Desse modo respeitando os direitos trabalhistas a fim de garantir um suporte ao trabalhador e equiparar os lucros obtidos.