A "uberização" do trabalho na era tecnológica: precarização ou liberdade?

Enviada em 29/12/2020

O desenvolvimento tecnológico, ocorrido durante o fim da Guerra Fria, no final do século XX, proporcionou grandes contribuições para a sociedade com a criação e globalização dos acessórios eletrônicos. Hodiernamente, essa contribuição influencia diretamente no mercado de trabalho, causando, cada vez mais, o processo de “uberização” do mercado de trabalho, caracterizado pela agilidade e facilidade de se obter rendas salariais, tornando-se, assim, um fator que corrobora para a queda do desemprego. Entretanto, a questão entre a tecnologia e trabalho se divide entre precarização do trabalhador ou liberdade do indivíduo.

A princípio, de acordo com a Declaração Universal dos Direitos Humanos, todo cidadão tem direito ao trabalho, nessa perspectiva, a globalização proporcionou a garantia deles. Segundo Steve Jobs — criador e fundador da Apple—, a tecnologia move o mundo, dessa forma, evidencia-se que a liberdade é importante para a sociedade, pois ela também é responsável pelo crescimento da economia graças à conectividade entre as pessoas, que agiliza a relação entre clientes e servidores, como por exemplo o aplicativo “uber”, o qual, em curto período de tempo, fornece aos seus passageiros viagens de carros para o destino solicitado. Logo, evidencia-se que a liberdade interfere positivamente para a diminuição dos índices de desemprego e também corrobora para o crescimento econômico.

Ademais, a questão da precarização do empregado é outro ponto a se analisar. A terceirização das empresas privadas protege os seus trabalhadores devido às leis trabalhistas, por outro lado, há os serviços que não fornecem tal proteção, como é o caso dos serviços autônomos, que são gerados pela liberdade individual da “uberização”. Todavia, mesmo com essa característica negativa, muitos indivíduos têm seu salário por causa desse modo de trabalho. O desemprego é o maior dos problemas a ser combatido, nessa óptica, a uberização e os serviços virtuais são aliados da sociedade e não os tornam desempregados. Observa-se, com esses pontos, a importância da autonomia em relação à procura de empregos.

Portanto, a “uberização” deve ser valorizada e apoiada. Cabe aos líderes de todas as nações políticos — agentes capacitados para divulgar a importância desse serviço moderno— criar projetos públicos que protejam os cidadãos autônomos em seus trabalhos, por meio de elaboração e aprimoramento de leis que garantam os direitos trabalhistas, a fim de aumentar os índices de empregabilidade e especializar os equipamentos da tecnologia atual.