A "uberização" do trabalho na era tecnológica: precarização ou liberdade?

Enviada em 13/12/2020

No mundo globalizado, as tecnologias reinventaram o trabalho laboral na medida em que inovaram a relação “homem máquina” . Nessa perspectiva, a matematização do tempo e a padronização da vida cotidiana no contexto da globalização, trouxeram novas tendências para o consumo e  mercado, proporcionando a reinvenção do capitalismo vigente. Nesse contexto, em um mundo permeado pela exclusão social onde poucos detém os privilégios, criou-se a necessidade de sugerir novas dinâmicas do trabalho que pudessem impactar expressivamente a vida dos trabalhadores. Conforme a ideia, a “uberização” do trabalho abre as portas para a reflexão sobre os pontos negativos e positivos deste meio laboral, que abrange questões morais e éticas, inerentes a compreensão do bem coletivo.

Em primeria análise, é evidente que os serviços prestados tornaram-se uma válvula de escape, na medida em que atenuaram o desemprego, e ocuparam a vida de diversos trabalhadores para trabalhos que dependessem de sua autonomia. No entanto, o sistema capitalista se apropriou desses recurços, e por meio da lógica lucrativa, reforçou a desumanização do trabaho, propondo continuamente o ferimento do artigo primeiro da Declaração universal do direitos humanos: " todos os seres humanos nascem livres e iguais em dignidades e direitos “. Consoante a ideia, trabalhadores se veem destinados a trabalhar todos os dias da semana, ganham salários baixos muitas das vezes, e não recebem qualquer aposentadoria, reforçando o conceito da existencia de privilégios básicos para poucos.     Cabe ressaltar em segundo plano, que as leis e regulamentações necessárias estão sendo descentralizadas. O poder público encontra dificuldades que acentuam a lógica da informalidade, e dessa maneira complicam de forma expressiva a vida dos trabalhadores. Nesse sentido, paises como Brasil, India e China, que recorrem a estratégias de alavancamento econômico para tentar superar as barreiras da fome, da precária estrutura em meios básicos de sobrevivência como saneamento básico, encontram-se motivados a por meio das tecnologias, se apropriar de meios que implicam a informalidade, e a acomodação sob tutela de paises estrangeiros e opotucionistas.

Em sintese, a “uberização” dos trabalhos aponta para uma nova dinâmica do processo global que as sociedades vivem. Conforme as ideias, é necessário por meio da parceria público privadas,  pensarem maneiras que amenizem o drama vivido pelas questões negativas, e aperfeiçõar os fatores positivos. Seguindo esta lógica, o poder público deve elaborar leis que concretizem o direito a dignidade do trabalhador. Além disso, as universidades podem criar e revolucionar a gestão no âmbito do trabalho, procurando reservar ao cidadão a atenuação da precariedade, e a conquista pela sua liberdade.