A "uberização" do trabalho na era tecnológica: precarização ou liberdade?
Enviada em 14/12/2020
Revolução tecnológica
O mundo vive hoje o que se pode chamar de “Quarta revolução industrial”, a evolução tecnológica atingiu a população de tal forma que praticamente tudo gira em torno de aplicativos. Atualmente é possível realizar transações comerciais ou até mesmo pedir o almoço no conforto do lar, sem qualquer contato físico. A tecnologia digital permite maior conectividade entre pessoas, entretanto, isso pode gerar a dependência dessas tecnologias.
Primeiramente cabe ressaltar o salto tecnológico presenciado no mundo contemporâneo. Poucos anos atrás, era praticamente impossível imaginar alguém realizando uma compra ou venda através de um aplicativo no celular, o contato físico era essencial, dezenas de folhas de contratos eram assinadas, no entanto hoje, com um simples toque na tela do “smartphone”, diversas transações de negócio são realizadas.
Em contrapartida a isso, a população se tornou dependente dessa comodidade, segundo dados do “E-commerce Brasil no ano de 2019, 71% dos brasileiros aumentaram as compras online, isso corrobora a ideia de dependência nos aplicativos. Sem dúvida isso é algo que facilita o dia a dia das pessoas, no entanto até que ponto é benéfico? De certa forma isso acaba restringindo a liberdade do indivíduo que muitas vezes de maneira compulsória enxerga a necessidade de utilização de tecnologias digitais diariamente.
Portanto, é necessário avaliar os prós e contras que a tecnologia traz para o cidadão, se por um lado ela proporciona comodidades, por outro lado cria um exercito de alienados dependentes de seus benefícios. É de extrema importância que as pessoas saibam a conviver com tais tecnologias, porém é necessário ainda cultivar certos hábitos antigos, que não permitam a precarização de diversos setores, tampouco a restrição da liberdade do indivíduo.