A "uberização" do trabalho na era tecnológica: precarização ou liberdade?

Enviada em 18/12/2020

No século XV, iniciou a Primeira Revolução Industrial, na qual foi realizada uma exorbitante inserção das máquinas no meio produtivo, substituindo a mão de obra humana. Assim como ocorrido no século XV, atualmente no Brasil há uma grande substituição da mão de obra humana por máquinas, como aplicativos e serviços de atendimento, na atual era da uberização. Entretanto, a uberização gera uma flexibilização de direitos trabalhistas, bem como piora a qualidade de vida do funcionário.

Em primeiro plano, vale ressaltar que empregos em aplicativos delivery não oferecem segurança e estabilidade para o trabalhador.Contudo, a Constituição Federal de 1988 garante os direitos dos trabalhadores, através de seus benefícios. Porém, em momentos como a pandemia de COVID-19, o número de desempregados cresce exponencialmente, gerando aumento no número de indivíduos que trabalham em aplicativos, como “Ifood” e “Uber”, mas essas pessoas ficam submetidas a assaltos e acidentes arriscando suas vidas, por conta da precariedade trabalhista.

Ademais, a diminuição de obrigações trabalhistas com o funcionário propicia a redução do trabalho formal nas empresas. Sob essa óptica, Steve Jobs, fundador da empresa multinacional Apple, afirma que a tecnologia move o mundo. No entanto, nos dias atuais aplicativos delivery e o trabalho “home office”, frutos da tecnologia, geram uma mudança negativa, pois, concedem poucos benefícios e proteções ao colaborador.Dessa maneira, trabalhadores, como entregadores da empresa “Ifood”, não possuem a garantia de um emprego fixo e segurança.

Em síntese, é indubitável a necessidade que o Poder Legislativo e o Ministério do Trabalho possuem de realizar ações que garantam melhores condições em empregos, como os de aplicativos delivery, através da maior fiscalização em empresas. Para que assim, os colaboradores tenham melhores condições de trabalho, vida e segurança, e assim a tecnologia possa mudar positivamente suas vidas, como afirmado por Steve Jobs. Além disso, medidas de proteção devem ser tomadas pelos trabalhadores.