A "uberização" do trabalho na era tecnológica: precarização ou liberdade?
Enviada em 22/12/2020
O documentário ”GIG - a Uberizaçao do Trabalho” aborda a realidade sobre o trabalho mediado por aplicativos e plataformas digitais no mundo todo. Isto é, o termo faz referência a empresa Uber, que é a maior empresa de transporte do mundo sem ter uma frota de carros, ou seja, criam uma ponte entre a oferta e a procura. Desse modo, o fenômeno crescente denominado no Brasil como “Uberização do Trabalho”, embora seja uma alternativa ao desemprego, também compromete a dignidade dos trabalhadores, devido à precariedade dessa nova em relação ao trabalhista.
Primeiramente, deve-se destacar que o padrão é um dos principais fatores para as pessoas descritasem pelos aplicativos de contratação de serviços. Visto que, com a pandemia do coronavírus, o aumento e muitas pessoas recorreram a essa nova relação trabalhista como uma alternativa de alternativas. Segundo estatísticas da Análise Econômica Consultoria, o número de trabalhadores de aplicativos de entregas cresceu 158% no primeiro semestre de 2020. Isso ocorre porque, ao captar novos parceiros, empresas fornecem garantia de flexibilidade, liberdade, retorno financeiro rápido, possibilidade de renda extra e mais tempo para a vida pessoal. Entretanto, quando os indivíduos estão inseridos nesse meio, são ocorridos a casos de trabalho degradantes.
Concomitantemente a isso, uma “uberização” do trabalho fere a dignidade dos obrigados devido ao seu sistema exploratório. Isso acontece porque, por não serem contratados formalmente, os trabalhadores não possuem direitos ou garantias trabalhistas, como auxílio doença, férias remuneradas, 13º salário e previdência social. Além disso, para ganhar o mínimo para sobreviver, eles precisam trabalhar muitas horas por dia, sem alimentação e o descanso essencial. Diante disso, segundo o sociólogo Zygmunt Bauman, uma característica principal da modernidade é a fragilidade das relações pessoais. Dessa forma, os empregadores não se preocupam com o bem estar do prestador de serviço, apenas com o aumento do seu lucro.
Fica claro, portanto, que medidas devem ser recuperadas para melhorar a realidade de prestadores de serviços por aplicativos. Logo, o Poder Legislativo deve criar uma lei para regulamentar essa forma de trabalho, com regras objetivas a serem seguidas pelas empresas, como por exemplo, determinar um número de serviços prestados que garanta um salário mínimo. Além disso, determinar que empresas devem assumir os riscos na execução do serviço prestado. Desse modo, realidade a realidade precária retratada no documentário ”GIG - a Uberizaçao do Trabalho” deixaria de fazer parte da vida desses povos.