A "uberização" do trabalho na era tecnológica: precarização ou liberdade?

Enviada em 26/12/2020

A Revolução Técnico-Científico-Informacional inicia-se na segunda metade do século XX e é caracterizada pela maior inserção da informática e robótica nos segmentos de produtos, além de uma acelerada dinâmica no fluxo de capitais e despesas devido a globalização.Contemporaneamente, a substituição da mão de obra humana máquinas acarretou no desempregro estrutural, e por conseqüência a busca por trabalhos alternativos.

A princípio, é licíto postular a problemática da mudança na dinâmica fabril para a destituição de cargos que anteriormente eram ocupados por interessado.Nesse viés, a Terceira Revolução Industrial propiciou o desenvolvimento de alta tecnologia, aprimorando áreas da elêtronica, como a criação de novos computadores e softwares, e de telecomunicação, responsável pelo aumento de multinacionais em todo o globo.Como resultado, funções que anteriormente pertenciam a pessoas são substituídas por máquinas e pelo prisma do capitalismo moderno, essa logística traz lucros superiores devido a maior velocidade de produção e por não precisar pagar seguros trabalhistas, tal como o Fundo de Garantia do Tempo de Serviço, FGTS. Logo, é evidente que grandes empresas que optam por esse modelo de fabrico reforçam o estrutural.

Ademais, haja vista a conjuntura supracitada, essa parcela da população afetada busca por outros trabalhos.Nesse contexto,novos modelos de empregos surgem em decorrência da necessidade do mercado,como os serviços por aplicativos,tal como o Uber - empresa prestadora de serviços na área de transporte privado que permite a busca por motoristas baseada na localização.Esse modelo laboral liberalista - ideologia economica baseada na organização da economica por indivíduos e empresas,sem intervenção do Estado - cria à ilusão para quem trabalha nele que quanto mais corridas realizadas,maior será o ganho ao fim do expediente.Entretanto,o preço de cada serviço prestado é calculado pelos algoritmos do aplicativo,o que resulta em um falsa sensação de liberdade. Essa circunstância é retratada no documentário “GIG:A uberização do trabalho”,que exibe a precarização e os riscos à saúde que determinados funcionários são expostos,como consequência da livre competição do mercado liberal.

Depreende-se,portanto,ações governamentais para atenuar a problemática.Para tanto,com o objetivo de gerar mais empregos com garantias fundamentais,o Ministério da Economia deve promover a criação de novos postos de trabalho - que obrigatóriamente requeiram de mão de obra humana -,por meio de parcerias público-privada - a qual a empresa entrerá com subsídios necessários e o Estado favorecerá doando lotes para construção.Desse modo,o ciclio do desemprego estrutural é rompido.