A "uberização" do trabalho na era tecnológica: precarização ou liberdade?

Enviada em 24/12/2020

Conforme São Tomás de Aquino, todos os indivíduos devem receber os mesmos respaldos em que a dignidade humana seja garantida. Todavia, o sistema capitalista prioriza o lucro em detrimento de empregos que são respaldados pelas leis trabalhistas. Diante disso, surge a grande inovação ocupacional: terceirização. Nesse contexto, esse modelo é como “as faces de uma moeda”, seja por apresentar-se como solução o desemprego, seja pela em insegurança ocupacional.

Nessa perspectiva, vale destacar que a prestação de serviço na era tecnológica é alternativa a autonomia do trabalhador. Sob essa ótica, de acordo com Émile Durkheim, sociólogo francês, na teoria da percepção do Estado exibir duas definições: “normal e patológica”, para o autor a patalógica é caracterizada pela crise. Desse modo, a uberização apresenta-se com aspecto positivo, uma vez que normalmente as pessoas que trabalham prestando serviços de Uber, pop 99, e demais são pessoas sem instruções técnicas, os quais estavam marginalizados socialmente. Em suma, diante desse cenário nefasto de desemprego e baixa renda muitos cidadãos passaram a optar pela liberdade, quanto ao trabalho prestado à sociedade.

Outrossim, é notório que o sistema econômico vigente repudia as questões sociais. Nesse sentido, no período do Estado Novo resultou em grandes avanços em relação aos direitos do trabalhador, visto que as leis trabalhistas garantiam férias, décimo terceiro, aposentadoria, dentre outras. Entretanto, a configuração do emprego contemporâneo, no Brasil, vai de encontro aos ideais de Vargas tendo em vista que os os trabalhadores tornaram-se independentes de vínculos empregatícios. Logo é possível refletir situação social precarizada, em que os trabalhadores abdicaram dos seus direitos trabalhistas para ter o direito ao trabalho.

Imperioso, portanto, que por se tratar de um sistema relativamente novo a sociedade e os órgãos governamentais não sabem as consequências dessa terceirização. Para dissolução dessa conjutura, cabe ao Governo Federal, atrelado às esferas estaduais e municipais, realizar atividades voltados a discussão do sistema de uberização do trabalho, mediante a diálogos  com advogados e juízes do trabalho, somado aos trabalhadores terceirizados, como sociedade democrática eles precisam participar , com a finalidade de assegurar os trabalhadores quanto as leis propostas por Vargas. Com efeito, ratifica a tese do filósofo cristão, então todos terão os mesmos respaldos quanto a dignidade humana.