A "uberização" do trabalho na era tecnológica: precarização ou liberdade?
Enviada em 27/12/2020
Para o filósofo e sociólogo alemão Karl Marx, “a sociedade está dividida em possuidores e não detentores dos meios de produção”. Se o trabalhador não detem do capital, apenas lhe resta sujeitar-se a trabalhar pela sua sobrevivência. A negligência dos contratantes, consonante alguns direitos do trabalhador e a precarização dos seus locais de trabalho são características observaveis em um processo atual chamado de uberização. Esses problemas são encontrados resultados da desinformação dos trabalhadores e a falta de assistência governamental.
Atualmente, observa-se uma característica social que surge junto com a modernidade, as pessoas tem-se abastecido de informações e esquecido de formar-se para ocupar seja qual for o cargo, o trabalhador muitas vezes não conhece seus direitos, ou por mais que os conheçam preferem sujeitar-se a trabalhar do que ficar desempregados.
Além disso, nota-se também uma postura negligente adotada pelos agentes governamentais: a permissão dada em relação aos contratos flexíveis de profissionais terceirizados, e a falta de políticas públicas de qualidade só evidenciam ainda mais a distinção social descrita por Marx. Portanto, vê-se na “uberização”, uma relação de poder, a desinformação, e negligência observada fazem surgir a necessidade de atuação do Ministério Público do Trabalho e economia, juntamente com o Ministério da Educação no desenvolvimento de políticas públicas que visem fiscalizar empresas e formar o trabalhador desde à escola para o mercado de trabalho, essas medidas irão asegurar os direitos do cidadão e considerar uma esperança para o fim da exploração.