A "uberização" do trabalho na era tecnológica: precarização ou liberdade?

Enviada em 28/12/2020

De acordo com o Instituto Locomotiva, cerca de 4 milhões de brasileiros entregando comidas pelo Brasil. Em 2020, por conta da quarentena, em consequência do Coronavírus, muitas famílias passaram a pedir comida aplicativos como forma de evitar a saída casa, tornando-se mais prático. Entretanto para que a refeição chegue nas residências, trabalhadores se arriscam saindo de suas casas, enfrentam chuvas, dores no corpo devido a quantidade de horas sem descanso etc. Por isso, apesar da uberização estar crescendo no mercado de trabalho e facilitado a vida de milhões de brasileiros, as reformas precisam ser feitas. Nesse sentido, é preciso que seja aplicado para alterar essa situação que possui como causas a má condição de vida e a desvalorização enfrentado por esses autônomos.

Em primeiro plano, é preciso atentar-se as péssimas condições de vida que esses entregadores enfrentam. Atualmente o número de desempregados no Brasil tem crescido fazendo com que a pessoa fique desamparada e com as contas a serem pagas mensalmente. Como forma de achar uma solução, os designados a trabalhar de forma autônoma, enfrentando péssimas condições no trabalho. Ao fazer uma entrega ou levar um passageiro à sua residência, o trabalhador enfrenta diariamente o perigo de ser assaltado, quebra ou necessidade de conserto do automóvel arcando com toda a despesa, não apresenta plano de saúde e nem estabilidade de emprego. Logo é necessário que medidas sejam feitas para que a uberização continue crescendo, porém, qualificado a qualidade de vida do emprego.

Em segunda análise, é necessário que a população tem a valorizar como pessoas que trabalham com esses aplicativos. No dia 31 de julho de 2020, um vídeo viralizou na internet onde um cliente, morador de bairro nobre, pediu sua refeição pelo Rappi. Após alguns minutos, Matheus Pires chegou com o pedido do cliente e este por sua vez começou a xingar o trabalhador dizendo atrocidades, além de ter sido racista e preconceituoso com o rapaz. Milhares de brasileiros informados com o acontecimento foram nas redes sociais parabenizar o Matheus por ter sido corajoso e não ter abaixado a cabeça para tal inconveniência. Tal mobilização foi essencial para que as pessoas passassem a dar valor aos autônomos.

Portanto, para que a uberização continue crescendo no Brasil de forma eficaz, as medidas precisam ser recuperadas. Para isso cabe como empresas dos aplicativos, em parceria com os restaurantes e requisitos, desenvolverem ações que visem a qualidade de trabalho do indivíduo, por meio da criação de uma carteira de trabalho que dê direito a necessidades básicas como férias, plano de saúde e seguro transporte. Ademias é necessário que a empresa preste auxílio ao uso quando acontecer algum imprevisto. Dessa forma é possível superar esses contratempos, caminhando por um Brasil melhor e igualitário.