A "uberização" do trabalho na era tecnológica: precarização ou liberdade?

Enviada em 28/12/2020

A liberdade é o melhor caminho para a prosperidade na era tecnológica

A Revolução Industrial é considerada um dos períodos de maior transição da humanidade, pois representou signifcativa melhoria na qualidade de vida das pessoas, dadas as transformações tecnológicas deste período. Dessa mesma forma, observa-se a “Uberização” do trabalho na contemporaniedade, como um fluxo natural e oriundo da necessidade de liberdade para trabalhar e trazer melhor qualidade de vida à população. Contudo, essa evolução encontra barreiras nas leis do Estado e na própria sociedade civil, portanto encontrar caminhos para a liberdade se faz necessário tendo em vista todos os benefícios que a tecnologia pode fornecer ao homem na esfera laboral.

Em primeira análise, é necessário entender que o mundo todo busca formas de melhorar a qualidade de vida dos seres humanos, seja através de um produto ou serviço que busca atender a demanda social que não é mais atendida com a devida eficiência. Essa ineficácia e busca por avanços pode ser exemplificada pela substituição do táxi pelo Uber, o qual oferece um serviço de melhor qualidade com um valor mais acessível e que possibilita ao trabalhador ganhos ainda melhores. Sob essa ótica, pode-se dizer que a melhora trazida pelo surgimento dessas tecnologias não se restringe apenas aos consumidores mas também por quem oferta tais serviços e produtos.

Em segunda instância, é preciso destacar que os países com maior liberdade econômica para trabalhar e empreender, são em sua maioria, países desenvolvidos. Assim, pode-se afirmar que as políticas socioeconômicos de um país estão intimamente ligadas ao seu desenvolvimento. Infere-se, pois, que um Estado que impõe inifintas restrições para o trabalhador, empobrece sua população na mesma proporção em que limita o trabalho. Sendo assim, pode-se concluir que em alguns casos, o Estado é um fator limitador de renda, e por isso, a liberdade precisa ser defendida em um país com baixos índices de desenvolvimento econômico como é o Brasil, a fim de provocar uma ascensão social à todos.

Dado o exposto, aponta-se para a liberdade econômica como o mais viável meio de se atingir o desenvolvimento do trabalho na era tecnológica. Para tal, o Ministério da Economia deve flexibilizar as normas impostas aos trabalhadores autônomos e em acordo com o TCU (Tribunal de Contas da União), ofertar incentivos governamentais, através de microcrédito mais acessível, à essa classe trabalhista que tanto cresce no país, para que dessa forma, possam obter tanto sucesso quanto as grandes empresas. Somente essa transformação poderia trazer uma nova perspectiva política e o Brasil poderia crescer juntamente aos cidadãos que formam essa nação rumo à prosperidade.