A "uberização" do trabalho na era tecnológica: precarização ou liberdade?

Enviada em 28/12/2020

Durante o século XX, muitos foram os avanços tecnológicos, como a criação da internet, que possibilitou conectarmos o mundo e mudar a forma que nos relacionamos. No entanto, essa realidade foi difundida, primamente, nos países desenvolvidos, já que, nessa época, o Brasil ainda se industrializava. Logo, nosso país, nos dias atuais, ainda depende muito da importação de tecnologia internacional, uma vez que grande parte dos aplicativos que funcionam como ferramenta de trabalho são oriundos do exterior, isto posto, diminui a influência nacional no mercado de trabalho e na taxa de desemprego. Nesse contexto, é válido reconhecer que a procura por trabalhos em aplicativos é resultante da busca pela estabilização econômica por parte da população. Acerca disso, é pertinente trazer um levantamento de dados feito pelo Instituto Brasileiro de Economia (IBRE), que mostra um elevado grau de oscilação na média salarial dos mais pobres no Brasil. Assim, torna-se indubitável a premissa de que esse mecanismo atual de trabalho ameniza as dores monetárias do cidadão, porém não soluciona de fato seus problemas econômicos. Por conseguinte, vale salientar o crescimento exponencial da tecnologia, de modo que vários postos de trabalho, como essa categoria que utiliza de aplicativos, podem ser extintos nos próximos anos. Em relação a isso, já existem muitos projetos de serviços de entrega por meio de robôs, exemplo é a empresa Amazon, que já projeta entregar suas encomendas utilizando drones automatizados. Tal realidade apresenta um futuro incerto para esses trabalhadores por demanda de aplicativos. Logo, é inconcebível que o Estado importe tecnologia do exterior sem antes capacitar sua classe trabalhadora para lidar com essa modernidade. Torna-se evidente, portanto, a necessidade de medidas capazes de mudar a atual conjuntura trabalhista. Para tanto, urge que o Governo Federal, por meio da criação de um Instituto da Tecnologia do Trabalho, propicie plataformas nacionais de serviços com direitos profissionais garantidos. Promovendo, assim, um plano de carreira adequado aos cidadãos que optarem por esse mecanismo de trabalho e, ademais, tornar o Brasil independente das tecnologias internacionais.