A "uberização" do trabalho na era tecnológica: precarização ou liberdade?

Enviada em 30/12/2020

A Quarta Revolução Industrial, vivenciada no século XXI, transformou radicalmente as formas de trabalho, com as inovações tecnológicas. Semelhantemente, a “uberização” é um termo que refere-se às plataformas que oferecem serviços de transporte e entregas, como o iFood e Uber. Diante desse fato, observa-se que muitos desempregados buscam ocupação na informalidade, para minimizar suas dificuldades financeiras. Ademais, esses autônomos não possuem segurança eficiente em suas jornadas trabalhistas. Nesse sentido, ações precisam ser encontradas a fim de amenizar os problemas ligados à “uberização” do mercado de trabalho no Brasil.

Em primeira análise, nota-se que o aumento do desemprego contribui com a visão de buscar alternativas para mitigar a situação, por meio da informalidade. De acordo com Zygmunt Bauman, a “Modernidade Líquida” é caracterizada por uma ausência de solidez nas relações econômicas, sociais e políticas. Diante de tal contexto, a “uberização” é reflexo dessa teoria filosófica, que transformou o mercado de trabalho em um cenário flexível, onde os motoristas e entregadores não têm plano de saúde e férias remuneradas.

Vale ressaltar, ainda, que a situação trabalhista na “uberização” é negligente em garantir segurança aos autônomos. Segundo o artigo 6 da Constituição Cidadã, de 1988, o Estado tem o dever de garantir a segurança pública. Diante disso, percebe-se que esse direito constitucional, de nenhuma maneira, é presente para os motoristas e entregadores. Esse fato, pode ser evidenciado, por meio, do caso do motorista Samuel Veras, que foi sequestrado, agredido e ameaçado, em Brasília. Dessa maneira, medidas de segurança devem ser efetivadas para proteger esses trabalhadores.

Portanto, medidas são necessárias para amenizar os problemas relacionados a “uberização” no Brasil. Em vista disso, cabe ao Ministério da Economia, buscar ações que combatem os índices de desemprego, criando parcerias com instituições que oferecem cursos profissionalizantes, e em seguida disponibilizar esses serviços a população desempregada. Desse modo, esses indivíduos podem ver outras alternativas, além dessas plataformas. Além disso, o Ministério da Justiça junto com as empresas desses aplicativos, devem elaborar uma delegacia especial para esses autônomos, com disk denúncias e outra plataforma, com localização em tempo real. Com isso, essas pessoas podem pedir ajuda em casos de perigos e a segurança pode ser e