A "uberização" do trabalho na era tecnológica: precarização ou liberdade?

Enviada em 06/01/2021

Na obra Admirável Mundo Novo, do escritor inglês Aldous Huxley, evidencia uma sociedade organizada, a qual todos indivíduos possuem um trabalho digno. Sob esse viés, a realidade brasileira encontra-se distante da descrita pelo autor, uma vez que os avanços tecnlógicos, promoveu uma nova modalidade de emprego, mas ainda necessita de uma regulamentação. Dessa forma, essa prática da utilização de aplicativos de transporte e compras representou uma precarização trabalhista, pois há uma alta jornada e sem os direitos assegurados, sendo fundamental debater essa temática.

Mormente, em julho de 2020, os entregadores de comidas de aplicativos, como Ifood e Uber eats, organizaram uma greve para lutar por melhores condições de trabalho - segurança e remuneração digna- atigindo diversos Estados e ampla visibilidade. Desse modo, o processo denominado “uberização” possibiltiou uma nova modalidade de emprego, mas não há os direitos básicos assegurados e uma alta demada de jornada de trabalho. Consequentemente, debater essa problemática torna-se essencial, em razão desses grupos movimentarem a economia e peças fundamentais durante o período de pandemia, necessitando de uma ampla regulamentação.

Ademais, motoristas de aplicativos, como Uber e 99Pop, sofrem constantemente com assaltos e baixo preço das corridas, sendo uma rotina cansativa e com baixo lucro. Segundo o renomado geógrafo Milton Santos: O Brasil vive um paradoxo da globalização, porque ao mesmo tempo que possibilitou avanços tecnológicos, trouxe desigualdades econômicas. Desse modo, as plataformas facilitaram o fluxo de pessoas e mercadorias, no entanto, não representou melhorias aos trabalhadores-direitos legais e segurança- sendo um abismo claro, além da precarização. Logo, o processo de “Uberização” é uma triste realidade da atual conjuntura, buscando a criação de uma Legislação específica.

Dessarte, as novas ferramentas tecnológicas possibilitaram modalidades de serviço - “uberização”- necessitando regularizar as ações. Diante disso, o Estado, na figura do Poder Legislativo, deve promover a elaboração de um projeto de lei, baseado em direitos básicos a esses trabalhadores de aplicativos. Isso também pode ser feito,por meio da parceria com as plataformas para criação de um órgão especializado, a qual busque discurtir melhores condições de segurança e de arrecadação, além de regulamentar a jornada juntamente com uma Legislação própria que assegure a liberdade e dignidade humana. Por fim,esssas medidas têm o intuito de diminuir os riscos e a movimentação da economia local.