A "uberização" do trabalho na era tecnológica: precarização ou liberdade?
Enviada em 10/01/2021
É fato que a globalização conectou diversas partes do mundo, desde as redes sociais, até o avanço tecnológico. Logo, nota-se que a tecnologia ganhou um espaço considerável em sociedade, a exemplo da comunicação, das relações sociais e dos trabalhadores autônomos. No que concerne a atividade econômica por conta própria, é evidente que a ideia de liberdade produtiva, revela a precarização do trabalhador em relação à dependência por aplicativos para celular. Nesse sentido, é necessário analisar a subordinação ligada aos efeitos sociais e econômicos do trabalhador informal.
É importante ressaltar, em primeiro plano, de que forma a uberização do trabalho permite a precarização. Isso ocorre devido as grande taxas de desemprego, na qual move os indivíduos à submissão em trabalhos informais. Sob essa perspectiva, empresários e desenvolvedores de aplicativos usufurem dessa situação e entregam uma falsa ideia de independência e crescimento profissional, a medida que os direitos trabalhistas são inexistentes, e assim, a exploração é colocada em prática. Assim, uma analogia com a educação libertadora de Paulo Freyre torna-se possível, visto que o pedagogo defendia um ensino que fosse capaz de estimular a reflexão, e consequentemente, libertar o indivíduo da situação atual a qual encontra-se o sujeito - neste caso, a alienação.
Cabe mencionar, em segundo plano, quais os interesses gerados pela exploração do trabalho na era tecnológica. Essa questão ocorre devido ao capitalismo, modelo vigente desde o fim da Guerra Fria, em 1991, o qual estimula o consumo massificado, uma vez que o lucro é colocado a frente de todas as desigualdade sociais. Sob essa ótica, é válido ressaltar que entregar um trabalho informal a um indivíduo que encontra-se necessitado de emprego, torna-se vantajoso para grandes empresários, uma vez que todos os direitos trabalhistas são inexistentes. Assim, trata-se de uma manipulação em massa que visa explorar o indivíduo, já que o mercado está mais seletivo em termos técnicos e superiores.
Portanto, medidas devem ser tomadas para reverter a problemática em questão, seja em aspectos econômicos, seja em aspectos sociais. Desse modo, o Ministério do Trabalho deve criar ações para combate ao desemprego, por meio de investimentos capazes de promover a geração de empregos, em todo o território nacional, atendendo preferencialmente áreas mais debilitadas nessa questão, a fim de garantir um país com menores índices de empregos informais e maior garantia de direitos trabalhistas, conforme a Costituição de 1988. Logo, um novo patamar de igualdade social será conquistado, junto a um aumento mais lucrativo, justo e vantajoso para a população.